A farra da Gangue dos Guardanapos no desfile da Beija Flor
A farra da Gangue dos Guardanapos no desfile da Beija Flor

Houve um tempo em que Sérgio Cabral e a Gangue dos Guardanapos reinavam no Sambódromo durante o carnaval. Eram reverenciados pela elite carioca, incluindo grandes empresários de olho nas negociatas do governo estadual, que aplaudiam suas performances alteradas, visivelmente fora de si, protegidos pelo silêncio da mídia.

Alguns anos se passaram desde que denunciei a roubalheira de Cabral e as farras da Gangue dos Guardanapos. O ex-governador acabou preso e condenado, tudo o que revelei se comprovou, outros ladrões da quadrilha também foram parar em Benfica, e outros ainda irão lhes fazer companhia.

E em 2018 mais uma vez a Gangue dos Guardanapos reinou na Marquês de Sapucaí. Só que desta vez dentro do enredo crítico da Beija Flor, que falou das mazelas sociais, da corrupção, e que acabou dando o título à escola de samba de Nilópolis. E desta vez Sérgio Cabral não assistiu o carnaval de camarote. Restou-lhe a opção de acompanhar tudo pela televisão instalada na cela de Curitiba.

E parabéns à Beija Flor pelo título e pela coragem de abordar o tema da corrupção.