Pezão está cassado no TRE, mas o seu recurso no TSE não tem previsão de julgamento. As investigações da Lava Jato envolvem instância superior (STJ) e seguem lentas. O regime de recuperação fiscal criou a figura do Conselho de Supervisão que tem três membros representantes do governo estadual, do Ministério da Fazenda e do Tribunal de Contas da União. Cabe a eles autorizar medidas finaceiras, ou seja, na prática Pezão já não tem autonomia sobre a Fazenda.E a Segurança Pública está sob intervenção. Além disso perdeu a base sólida de apoio na Alerj, hoje frágil e volúvel.

Na prática é um "morto vivo" no Palácio Guanabara.

Enquete feita pelo blog do jornalista Ricardo Noblat, embora não seja um retrato fiel (científico) do que pensa a população fluminense, revela o que os formadores de opinião acham sobre o que deveria acontecer com Pezão.

O que você acha que deveria acontecer com Pezão?


13% – Que cumpra seu mandato

24% – Que seja derrubado

53% – Que renuncie

10% – Não sei


Traduzindo: 66% (dois terços) acham que Pezão tem que sair por bem ou por mal. Intervenção geral, afastando o governador, era o que o governo federal deveria ter feito se o objetivo primordial fosse cuidar do Rio de Janeiro, em vez de priorizar a imagem eleitoral de Michel Temer.

Não foi feito, assim só nos resta contar os dias até Pezão ir embora, ou pelo menos esperar outubro quando acontecerá a eleição que escolherá o futuro governador. A partir daí, dependendo do resultado eleitoral, poderemos voltar a ter esperanças de dias melhores.

Em tempo: Alguns devem pensar que o STJ pode afastar Pezão no âmbito da Lava Jato. Sim, não é impossível, mas nessa hipótese assumiria o vice Francisco Dornelles. Aqui para nós não melhoraria nada.