Marcelo Freixo e Tarcísio Motta
Marcelo Freixo e Tarcísio Motta

Não vou politizar o assassinato da vereadora Marielle Franco. Vou passar ao largo do episódio. O que quero mostrar é como o radicalismo e a incoerência do Psol não contribuem para a solução da crise da segurança pública do nosso estado.

O Psol entrou com uma ação no STF para acabar com a intervenção na segurança pública. Pois bem, eu sempre defendi a intervenção geral, não apenas na segurança. Já disse aqui que para mim o caminho não é intervenção, mas sim a federalização da segurança pública como acontece no Distrito Federal, onde é o governo federal que banca os gastos. É um dívida da União com o Rio de Janeiro, que já foi a capital do país.

O que não entra na minha cabeça é a argumentação do Psol na ação junto ao STF. Segundo o partido, o decreto do presidente Michel Temer não apresenta dados claros sobre o "grave comprometimento da
da ordem pública". Alto lá, o Psol tem dúvidas de que a "ordem pública" no Rio está completamente comprometida? Que argumento mais estapafúrdio.

E a outra questão é que o deputado Marcelo Freixo e o vereador Tarcísio Motta, assim como os demais psolistas, defendem a extinção da Polícia Militar. Será que tiveram a responsabilidade de pensar o que aconteceria no dia seguinte à publicação do decreto acabando com a PM? Com certeza não tiveram esse bom senso.

Como os psolistas só sabem criticar, mas não apontam soluções práticas, só caminhos cor de rosa, longe do mundo real, eu vou ponderar.

Uma opção seria aposentar de uma só vez 45 mil policiais militares da ativa. O problema é que no mês seguinte a Previdência estadual quebraria de vez.

Ou para o Psol a saída seria demitir os 45 mil? Bem, nessa hipótese o que vocês pensam que esses 45 mil PMs iriam fazer da vida?

O deputado Marcelo Frouxo é um demagogo, que nunca teve coragem de me encarar num debate. Cansei de convidá-lo para debatermos num live no Facebook, mas sempre fugiu. Já o professor Tarcísio Motta, candidato do Psol ao Governo do Estado, é boa praça, mas não compreende que segurança pública não é bloco de carnaval onde as pessoas se fantasiam de policial e bandido. É preciso acordar para a realidade.