Lindbergh Farias, Sérgio Cabral e Eduardo Paes na eleição de 2010
Lindbergh Farias, Sérgio Cabral e Eduardo Paes na eleição de 2010

O ex-prefeito Eduardo Paes vai anunciar após a Semana Santa seu novo partido. Está entre o PP, do vice-governador Dornelles, e o PSDB, de Alckmin, embora os tucanos fluminenses estejam relutantes em não o aceitarem de volta à sigla por onde se elegeu deputado federal.

Eduardo Paes quer se desvincular do MDB, de Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Jorge Picciani, Pezão e outros menos votados. Mas deveria fazer uma reflexão.

Em primeiro lugar tem a Lava Jato prestes a bater à sua porta. Mas ainda que demore, é bom o ex-prefeito olhar para lá para trás, para a eleição ao governo estadual de 2014.

Para quem não lembra, o PT teve secretarias e centenas de cargos nas duas gestões de Sérgio Cabral. Mas no dia 28 de fevereiro de 2014, no ano da eleição, abandonou o governo com o objetivo de se desvincular da imagem de Cabral e do PMDB. Os petistas acharam que o povo esqueceria. No final Lindbergh Farias, candidato a governador, ficou em 4º lugar.

Paes pode ir para o PP, para o PSDB, ou para qualquer outro partido. Não vai se livrar da marca do PMDB, de Cabral e companhia. O povo não vai cair nesse golpe.