Carlos Miranda, amigo de infância e operador do esquema de corrupção liderado por Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, afirmou à Justiça Federal nesta segunda-feira que o empresário Arthur Soares Filho, o Rei Arthur, pagou US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 9,2 milhões) para que quatro dirigentes africanos votassem no Rio de Janeiro para ser sede da Olimpíada de 2016. Miranda disse ter ouvido a informação do próprio Cabral durante uma conversa no pátio do presídio no começo de 2017. Nessa época os dois estavam presos em Bangu.

Rei Arthur, Cabral, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman e o ex-diretor de marketing do COB Leonardo Gryner são todos réus da Operação Unfair Play, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal em outubro de 2017.