O publicitário Marcos Valério foi condenado pela Justiça mineira a 16 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato no esquema que ficou conhecido como Mensalão tucano.

Sócios de Marcos Valério na empresa de publicidade, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, também foram condenados no processo e receberam a mesma pena.

Os acusados foram condenados pelos crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais, em 1998.

De acordo com decisão da juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, os condenados participaram do esquema de corrupção que desviou recursos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e do antigo banco estatal Bemge.

Para a magistrada, a empresa de publicidade SMP&B, que pertenceu aos acusados, dava aparência da legalidade aos recursos que eram repassados à campanha eleitoral, por meio de patrocínios de eventos esportivos.