Alvos da delação da JBS, o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves querem usar o indiciamento pela Polícia Federal do ex-procurador Marcelo Muller para contestar o acordo firmado pelo executivo da empresa, Joesley Batista, e o ex-executivo Francisco de Assis.

De acordo com a investigação, Marcelo Miller ajudou os executivos da J&F (da qual a JBS faz parte). Mas não interferiu na produção de provas, nem orientou Joesley Batista durante as gravações espontâneas realizadas antes da autorização judicial para execução de ações controladas.

Segundo publicação do G1, Temer e Aécio discutiram o assunto na noite passada. Eles se reuniram, fora da agenda oficial, na noite da quinta, na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Também passou por lá o ministro Moreira Franco.

A linha deles é a de que o indiciamento reforça a ideia de que Muller fez jogo duplo durante a negociação da delação da JBS. Portanto, querem anular as provas do acordo. Cabe ao ministro Fachin a decisão final sobre a rescisão do acordo.

Nesta sexta-feira, Temer vai a São Paulo conversar com o seu advogado Antonio Claudio Mariz sobre as investigações que o miram.

O presidente é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.