A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira, ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, uma nova prorrogação de 60 dias das investigações no âmbito do inquérito do Decreto dos Portos.

O inquérito apura se o presidente Michel Temer recebeu propina de empresas portuárias em troca de favorecê-las em medidas de governo, como uma medida provisória e um decreto sobre o setor portuário.

A investigação já foi prorrogada outras duas vezes por Barroso, em ambos os casos por 60 dias. A última foi em maio, o que significa que o prazo terminaria em julho. Entre as medidas que já foram tomadas está a quebra do sigilo bancário de Temer.

O inquérito investigava inicialmente, além de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor do presidente e ex-deputado federal, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar. Ao longo da apuração, entraram também na mira João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal do presidente, e executivos do Grupo Libra.