Um ano e dois meses depois de desbaratar um esquema de corrupção na saúde pública do Rio na operação ‘Fatura Exposta’, que levou empresários e o ex-secretário de saúde do estado à prisão, a força-tarefa da Lava-Jato volta às ruas nesta quarta-feira para prender o empresário Miguel Iskin, seu sócio Gustavo Estellita e outras 20 pessoas, além da busca e apreensão em 44 endereços no Rio e São Paulo. Também foi decretado o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão na operação denominada ‘Ressonância’.

A operação mira agora empresas envolvidas no esquema de cartelização e desvio de dinheiro no fornecimento de próteses e equipamentos médicos por meio de fraudes em licitações no chamado "clube do pregão internacional" liderado por Iskin. Foi identificado um cartel de fornecedores que atuou no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Miguel Iskin é apontado pelo Ministério Público Federal como o “grande corruptor” da iniciativa privada na área da saúde no Estado do Rio, reconhecido como um dos principais fornecedores de equipamentos médico-hospitalares. Sua influência entre políticos de 'alta patente' tanto no Rio quanto em Brasília somada à sua postura para lidar com os negócios lhe rendeu o apelido de "Xerife". Foi com essa influência no meio político que Iskin se livrou de prestar, graças a Eduardo Cunha, depoimento em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de 2015 que investigava fraudes no mercado de órteses e próteses. Cunha está preso na Operação Lava-Jato desde outubro do ano passado.

Ainda de acordo com as investigações do Ministério Público no âmbito da Fatura Exposta, Iskin seria responsável por repassar R$ 450 mil por mês ao ex-governador Sérgio Cabral.

Comentários

04/07/2018

05:51

Eleitora Fluminense - RJ

Em Rede Nacinal, vejo que duas noticias, uma do caso Vitória (SP) e outra dos Meninos encontrado em caverna na Tailândia, faz com o que mais queria o atual governador Pezão (MDB), que foi vice do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), ou seja, acontece que nos principais programas ao vivo da TV Aberta, da chamada grande mídia, infelizmente estão noticiando muito pouco ou quase nada, sobre essa Operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro.