Um delator da JBS, o advogado Francisco de Assis e Silva, disse à Polícia Federal que foi pressionado a fechar um acordo judicial envolvendo uma das empresas do grupo para ajudar Temer financeiramente.

De acordo com o depoimento, foi José Yunes, amigo do presidente há décadas, quem insistiu para que o negócio fosse acertado e fez intermediação para outro advogado, Paulo Henrique Lucon, que estava na causa em questão.

Lucon foi nomeado por Temer para integrar a Comissão de Ética pública da Presidência em março deste ano.

Yunes foi assessor especial de seu governo até 2016, quando foi citado na delação da Odebrecht, como intermediário de pacote com R$1 milhão que conteria dinheiro para campanhas do PMDB. Segundo o delator, Temer receberia uma parte dos honorários da causa.