A Polícia Federal prendeu nesta 6ª feira, no Rio de Janeiro, o banqueiro Eduardo Plass. Ele é dono do TAG Bank e sócio da corretora Opus Participações. O banco teria sido utilizado no esquema de corrupção que uniu Sérgio Cabral e Eike Batista. A ação faz parte de uma nova etapa da operação Lava Jato no Rio. Também foi presa Maria Ripper Kos, sócia de Plass.

Os procuradores do Ministério Público descobriram que as empresas em paraísos fiscais (offshores) do banqueiro foram usadas para obter as joias na loja H.Stern pelo ex-governador. O valor estimado é de US$ 24 milhões (cerca de R$ 90 milhões). O MP alega que a aquisição de joias fazia parte do esquema de lavagem de dinheiro.

Segundo o MP, os diretores administrativos da H.Stern em Ipanema, Zona Sul do Rio, recebiam o dinheiro em espécie. O montante depois era transferido no exterior de uma conta sob o controle de Eduardo Plass (The Adviser Investmentes Limited S.A.) para uma empresa offshore de fachada (Fleko S.A. ou Erposition S.A.).

As investigações também apontam que uma conta no TAG Bank foi usada para o pagamento de US$ 16 milhões (R$ 60 milhões) ao empresário Eike Batista. A transferência já foi alvo da Operação Eficiência, deflagrada em janeiro de 2017.

Plass também é sócio do empresário que vendeu a cobertura em que mora o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes. O banqueiro já tinha sido alvo de mandado de condução coercitiva em 2016, na Operação Calicute.