O ex-governador Garotinho é um dos maiores fenômenos da política brasileira. Deixou o Governo e elegeu a mulher, Rosinha, governadora. Em 2018, elegeu os filhos Clarissa e Wladimir deputados federais. Em 2020, elegeu o filho, que vai se sentar na cadeira que já foi ocupada por ele e por Rosinha, na Prefeitura de Campos.

Já foi eleito deputado federal com 700 mil votos, 250 mil a mais do que Bolsonaro no Rio e, em 2022, deve retornar à Câmara Federal, enquanto Clarissa concorrerá a deputada estadual.

Não há ente político tão consistente na história do Rio. Engana-se quem tenta acusá-lo de falcatruas. Para ele, a maior fortuna é o voto. Consegue fazer política até no leito conjugal.

Na sua sapiência política, na entrevista que gravou com Ricardo Bruno na CNT, e que vai ao ar em 17 de janeiro, ele chamou Witzel de “Chapeuzinho Vermelho”. E fez um apelo: “Renuncia, Witzel!”.

O cenário de 2022 depende ainda de sentir o desejo do deputado estadual Bruno Dauaire, seu aliado em Campos. Aliás, as velhas raposas apostam que o parlamentar deveria torcer por uma candidatura de Garotinho, que turbinaria a eleição dos dois.

REPRODUÇÃO: CORREIO DA MANHÃ

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