Tenho recebido muitas ligações com a pergunta: o que você vai fazer na próxima eleição?

Vocês que me acompanham sabem que sou um trabalhista, nacionalista que defende as causas populares. Esse é o DNA da família Garotinho. Em todos os momentos da nossa vida estivemos ao lado do povo. Sempre fizemos governos buscando crescimento econômico mas com justiça social. Minha visão do Brasil continua a mesma. Somos um país rico, estamos entre as maiores economias do mundo, porém um país desigual, onde 1% da população controla 50% da riqueza do país. A discussão do Brasil hoje entre ser de direita ou de esquerda não é real. O que o Brasil precisa é de gente com coragem para promover uma ampla reforma social incluindo milhares de brasileiros que foram colocados à margem de tudo. Alguns não tem casa, outros não tem escola nem creche, a saúde não funciona e o desemprego é alarmante. Isso não vem de agora. É uma herança da nossa história, onde as elites políticas e econômicas impediram o povo brasileiro de ter um papel de ator principal na construção de uma sociedade justa e fraterna.

Faço essa pequena introdução para dizer que, nos próximos dias, tomarei algumas decisões políticas que podem deixar alguns dos meus seguidores e companheiros políticos um tanto quanto perplexos. Mas o quadro político partidário no Brasil é tão confuso que é necessário capacidade de interpretação tática (no momento) para que possamos ter uma estratégia de longo prazo. Todos sabem, porque já foi amplamente divulgado, que por diversas vezes tentei voltar ao PDT, pois a doutrina trabalhista é aquela que inspira minha vida política. Embora esse fosse o desejo de Brizola, manifestado várias vezes antes de sua morte, o partido caiu nas mãos de Carlos Lupi, que transformou aquele que poderia ser um grande partido de massas e de quadros técnicos em um cartório onde administra seus acordos e desejos pessoais.

Não tenho definição se disputarei qualquer cargo na próxima eleição mas tenho uma visão do Brasil. Já ocupei praticamente todos os cargos políticos que um homem pode almejar e à presidência da República fiquei muito perto de ir para o segundo turno em 2002 alcançando quase 16 milhões de votos, 19% do eleitorado, por um partido minúsculo, que era o PSB e que tinha apenas 1 minuto de televisão.

O Brasil exige que aqueles que fazem política estejam prontos para discutir o futuro do país. Não posso me omitir nesse momento. Portanto, seria covardia da minha parte não analisar o quadro que está diante de cada um de nós e, como liderança de uma parcela expressiva da população, me posicionar.

Nunca mudamos de lado. Nossa família sempre defendeu os valores cristãos, de justiça social e compromisso com o Brasil. Nos cargos que já passamos:
Garotinho - prefeito de Campos 2 vezes, deputado estadual, deputado federal, governador e 3 vezes secretário de estado.
Rosinha Garotinho - 2 vezes prefeita de Campos e governadora do estado
Clarissa Garotinho - vereadora da cidade do Rio de Janeiro, deputada estadual, 2 vezes deputada federal e secretária municipal da cidade do Rio.
Wladimir Garotinho - deputado federal e atual prefeito da cidade de Campos, maior município do interior do estado.

Se vencemos tantas eleições e porque mantemos nossa fé em Deus, nossa coerência política e fidelidade ao povo.

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