A licitação para as carrocinhas de picolé da cidade, que foi anunciada pelo prefeito Eduardo Paes e pelo seu “fiscal-chefe” Rodrigo Bethlem é uma verdadeira aberração. Eu diria que é um choque na ordem natural das coisas.

A prefeitura dividiu a cidade em três áreas-lotes. O Lote 1 engloba o Centro e a Tijuca; o Lote 2 inclui a Zona Sul e a Zona Oeste; e o Lote 3, a Barra, o Recreio e Jacarepaguá. Mas e a Zona Norte é o Lote 4? Não. Para a prefeitura do Rio, a Zona Norte não existe e por lá poderão circular carrocinhas de qualquer marca de picolé.

Já no restante da cidade, cada lote pode ser arrematado por uma empresa que terá exclusividade, mas nada impede que a mesma empresa fature os três lotes.

Como contrapartida, as empresas que ganharem a concorrência terão manter limpas algumas praças da sua região, o que na verdade é obrigação da prefeitura, que tem a COMLURB justamente para isso.

Mais trabalhadores vão ficar desempregados. Pessoas, muitas delas idosas que não têm oportunidades de emprego, mas que se viram honestamente vendendo picolés nas ruas e nas praias e vendem sorvete artesanal vão ficar na rua da amargura. Lamentável!

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