O luxoso prédio, na praia do Leblon, onde Cabral foi morar depois do divórcio (Fotos do Blog de Ricardo Gama)
O luxoso prédio, na praia do Leblon, onde Cabral foi morar depois do divórcio (Fotos do Blog de Ricardo Gama)


O Código de Ética de Cabral deve pra valer para todo mundo, menos para ele. Essas fotos que vocês estão vendo desse luxuoso prédio na Avenida Delfim Moreira, esquina com Rainha Guilhermina, na praia do Leblon foi a residência escolhida pelo governador do Rio, Sérgio Cabral para morar após sua separação da advogada Adriana Ancelmo, agora ex-Cabral.

Mas vejam como as coisas se misturam mais uma vez. Esse luxuoso apartamento pertence a um poderoso banqueiro, um dos donos do Banco BTG Pactual, um dos maiores na área de investimentos, o seu nome é Guilherme Paes, já perceberam a coincidência do sobrenome? O generoso banqueiro que emprestou o apartamento, segundo o mercado avaliado em R$ 8 milhões, (afinal Cabral não iria se contentar com um “simples” sala e 4 quartos), Guilherme Paes vem a ser irmão do prefeito Eduardo Paes. Isso é o que se pode chamar de “somando forças” para rasgar o código de ética, que quando foi assinado por Cabral já estava sendo burlado por ele próprio morando no apartamento do banqueiro.

Mas tem mais. Como todos os episódios envolvendo Cabral são nebulosos vou lhes contar mais uma história. Cabral estaria morando nesse apartamento até hoje, não fosse a reportagem, que sairia este final de semana numa revista de grande circulação nacional, que foi quem descobriu o paradeiro de Cabral e quem é o dono do apartamento. Para tentar evitar mais um escândalo, Cabral, na noite de quinta-feira, mobilizou um grande aparato para se mudar às pressas para o Palácio Laranjeiras, onde está residindo solitariamente. Foram mobilizados quase 100 funcionários entre seguranças, cozinheiros, camareiras, lavadeiras, pessoal de apoio, enfim, um verdadeiro exército para atender Cabral, que chegou subitamente como se diz “com mala e cuia” pra ficar, tão logo soube do explosivo conteúdo da reportagem que seria publicada, mas estranhamente, na última hora a revista desistiu.

E por que a revista desistiu de soltar a matéria? Dizem que a pressão foi grande. Pressão de quem? Dizem que foi coisa muito poderosa. É, lamentavelmente Cabral não cumpriu com seu código de ética e a revista não cumpriu seu compromisso de informar os leitores.


Em tempo: O nome do prédio “Diamond” tem tudo a ver com Cabral. Fazendo um trocadilho com as classificações de um cartão de crédito. Cabral não é “gold”, é mais, é “diamond”. Vida de magnata!

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