Reprodução da Época
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Experientes deputados do PMDB e de partidos aliados sabem o que espera Temer com as delações da Odebrecht. Dizem que juntando isso com a crise econômica que não cede e a reprovação crescente, a situação de Temer ficará muito complicada no próximo ano. Mas por trás disso também está a velha história de "criar dificuldades para gerar facilidades". Quanto mais Temer ficar enfraquecido maiores as chances de atender pleitos dos parlamentares. Temer sabe disso melhor do que ninguém, já foi presidente da Câmara dos Deputados. Por isso já fala em reforma ministerial em fevereiro para atender a base aliada. Esse é um lado da moeda, que Temer pode controlar na base da negociação, do "toma lá, dá cá". Mas o outro lado tem fatores imponderáveis. Começa pela delação da Odebrecht e termina numa questão decisiva que é a reação popular. Se o povo for para as ruas pedir a cabeça de Temer, como fez com Dilma, vai ser difícil escapar da degola em 2017.