O barril de petróleo esta sendo cotado hoje acima de 58 dólares. Essa é uma excelente notícia para o estado do Rio de Janeiro que vem alegando dificuldades por causa da queda do preço do petróleo Brent que chegou a ser comercializado a US$ 27 o barril. O governo do Estado está tendo uma nova oportunidade para não cometer os erros que levaram à situação dramática das contas públicas que o estado do Rio vive hoje. Aliado a este preço, que deve continuar subindo pelos próximos meses, devido ao acordo firmado entre a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o governo estadual precisa adotar outras medidas para evitar chegar ao fundo do poço novamente.

Não adiantará o preço do barril de petróleo alcançar níveis que elevem de maneira substancial a receita do estado, nem mesmo a medida tomada pelo Ministro Fux mandando calcular de uma forma mais favorável o valor dos royalties a serem pagos aos estados e municípios produtores, se o governo estadual, não adotar outras medidas, como por exemplo, o fim das terceirizações em setores desnecessários, o superfaturamento de obras, o fim da farra dos incentivos fiscais e dos precatórios e a mudança na forma de se relacionar com outros poderes, especialmente o legislativo estadual, que na época das vacas gordas não cumpria seu papel de fiscalizar as contas públicas.

É necessário também que o governo do estado implemente um rígido controle dos super-salários existentes em todos os poderes, executivo, legislativo, judiciário, ministério público, consomem bilhões de reais por ano, afrontando o teto constitucional.

Além de um elenco de medidas administrativas todas elas amplamente conhecidas e de fácil implementação, duas situações não podem seguir perdurando.

A primeira, a dívida do estado com instituições financeiras e o governo federal que atingiu a marca recorde de 117 bilhões de reais, sendo uma parte dela em dólar, o que demonstra a irresponsabilidade cometida com o dinheiro público. A dívida precisa ser imediatamente renegociada para que uma outra dívida, com fornecedores, possa ser gradativamente quitada e os serviços públicos voltem a ser realizados.

Hoje a lógica no estado é perversa. O estado não paga, os fornecedores fazem o serviço quando querem e a qualidade é a pior possível. Mas se a principal porta de saída do dinheiro continuar sendo a corrupção, como ocorreu na era Cabral/Pezão, não haverá preço de petróleo que ajude a solucionar o problema financeiro do Rio. O que se viu nos anos em que o preço do barril de petróleo ultrapassava a casa dos US$ 100 foi a transferência dos recursos públicos para enriquecimento de um grupo político mais preocupado com seu patrimônio pessoal do que com a vida dos cidadãos do nosso estado.

Enquanto a economia do estado empobreceu e funcionários ficaram sem salários, surgiram no estado novos milionários. Os exemplos de Jorge Picciani e Sérgio Cabral são os mais vergonhosos de todos.