Uma comissão composta de 30 motoristas, despachantes e trocadores de ônibus do consórcio União, estiveram hoje dia 11 de janeiro, na Prefeitura de Campos a fim de saber do prefeito Rafael Diniz quando ele pretende pagar o subsidio da passagem social às empresas de ônibus. Durante o governo Rosinha, a metodologia adotada era a seguinte: no início de cada mês se fazia um adiantamento e ao final de 30 dias era apurado o número de passageiros transportados e a diferença era paga aos três consórcios que operam no município, além do União, os consórcios Planície e Rogil.

Para surpresa dos rodoviários, depois de dizer que não iria atender a ninguém, a muito custo o prefeito resolveu atender a comissão para dar uma péssima notícia: não pretende continuar com a passagem social. Diz que não está entre suas prioridades. Também não garantiu nenhum pagamento desses dias trabalhados antes de 90 dias.

A comissão saiu desapontada.

Se o desapontamento da comissão foi grande, imagina o quanto não será da população, ao saber que mais uma das promessas de campanha do prefeito Rafael Diniz não será cumprida.
Atualmente, mais de 100 mil pessoas utilizam diariamente o sistema de ônibus para chegar ao trabalho no município de Campos, que devido à sua extensão territorial, quatro vezes superior à cidade do Rio de Janeiro, antes do Governo Rosinha, tinha passagem próxima a 20 reais dos distritos mais distantes. Ao longo do governo da ex-prefeita, com a implantação da passagem a 1 Real, foram repassados às empresas de ônibus ao longo de 8 anos, mais de 450 milhões de reais sob a forma de subsídios, para garantir o acesso a todos os campistas ao mercado de trabalho.