Donald Trump na posse
Donald Trump na posse



Complica-se cada vez mais a situação da economia brasileira. Os números apresentados sobre emprego no país são alarmantes. Também os dados relativos a fechamento de empresas, pedidos de falência e recuperação judicial são impressionantes. A economia brasileira parece estar reagindo como um paciente que tomou o remédio errado, agonizando. Não foi falta de aviso. Economistas independentes advertiram que o longo ciclo de juros altos, baixo crescimento econômico, inflação maquiada daria no que está aparecendo hoje. E os sinais que a maior economia do mundo emite através de seu novo presidente Donald Trump não são nada alvissareiros. Ao adotar uma postura protecionista o novo presidente americano fecha as portas para diversos parceiros comerciais importantes para os Estados Unidos. Embora a participação do Brasil no comércio mundial hoje seja pífia, o país depende e muito do mercado americano para alguns setores exportadores nacionais. É lógico pensar que outros países adotarão a mesma medida dos Estados Unidos para garantir proteção a suas empresas e aos seus trabalhadores.

O Brasil deveria imediatamente entender a nova ordem econômica mundial e se reposicionar para não perder ainda mais espaço. Mas parece que não é esta a visão dos atuais dirigentes brasileiros. Na contramão do que faz o governo americano, a Petrobras convida somente empresas estrangeiras para a retomada do Comperj, em Itaboraí. A alegação que as empresas brasileiras estão envolvidas em escândalos de corrupção não serve. Das 30 empresas estrangeiras convidadas, 23 respondem a processos de corrupção em seus países, algumas até já condenadas.

Ou o Brasil protege suas empresas e garante o emprego de seus trabalhadores, ou o sofrimento será maior do que já assistimos hoje. O exemplo do presidente americano embora criticado dentro e fora de seu país que sirva de alerta às autoridades econômicas e políticas de outras nações. Na hora de proteger o interesse americano, Donald Trump não pensou duas vezes. Seus primeiros atos anunciam rompimentos de acordos comerciais que trariam prejuízos à indústria americana. Trump como meta trazer empresas americanas de volta para os Estados Unidos, gerando empregos de americanos para americanos. Não seria um bom exemplo que o Brasil deveria seguir neste momento de desemprego? Ou vamos ficar fingindo que não está acontecendo nada enquanto a miséria, o desemprego, a violência e outros males se alastram pelo país?