Reproduções do jornal Meia Hora e do Facebook
Reproduções do jornal Meia Hora e do Facebook

Ontem encontrei uma senhora no elevador que com cara de espanto me disse: "Garotinho, eu sempre ouvi você falar que Cabral roubava, mas sinceramente nunca imaginei que fosse tanto. Esse rapaz abusou". Bem, Cabral, agora em Bangu 8 num rasgo de cinismo parece que chegou à mesma conclusão dessa senhora quando declarou para seus comparsas com quem divide a cela: "Acho que exagerei". Na verdade, Cabral que dizia que sua mulher, Adriana Ancelmo, também presa em Bangu, era a "melhor advogada do Brasil", montou com ela a maior lavanderia de dinheiro sujo do Brasil. Aliás, agora, ele e ela, estão precisando dos melhores advogados do Brasil, mas não é para serem absolvidos porque sabem que isso é impossível de acontecer, mas para conseguirem uma pena menor. Só existe um caminho que é a delação premiada para reduzir a pena recorde que Cabral receberá da Justiça. Além dos 184 crimes de lavagem de dinheiro denunciados ontem pelo MPF existem mais dois no processo de Operação Calicute e mais um na Lava Jato, em Curitiba. Adriana Ancelmo responde por sete crimes de lavagem. Cabral bateu todos os recordes de roubalheira e por isso também receberá uma pena recorde. Agora virou chacota, até camisas de presidiário com o nome dele já estão venda pelos camelôs para carnaval. Bem, para o carnaval é cedo, mas depois podem preparar uma camisa com o nome de Pezão.