Reprodução do Extra online
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Quem diria o malandro Eduardo Cunha também levou volta do seu principal parceiro de roubalheira. Era tanto dinheiro envolvido nos esquemas de corrupção que um passava o outro para trás na hora de dividir o bolo das propinas. Segundo a delação de Alexandre Margotto, seu ex-sócio, o doleiro Lúcio Funaro dizia que valia a pena o risco de passar a perna em Cunha. E não estamos falando de pouco dinheiro. Margotto relatou que num caso de liberação de verba de R$ 1 bilhão do FI-FGTS, Funaro teria ficado com R$ 10 milhões que deveriam ter sido repassados a Cunha. E Cunha era goela larga, ficava com 80% das propinas, 12% iam para o doleiro Funaro, 4% para Margotto (o delator) e os restantes 4% ficavam com o então vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto. Era ladrão roubando ladrão, mas sem essa história de cem anos de perdão.