Reprodução do Diário do Poder
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O depoimento do ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá, prestado hoje na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro é ilustrativo da desfaçatez de Sérgio Cabral, da certeza da impunidade. Com tantos operadores financeiros, como Wilson Carlos, Avestruz, Luiz Carlos Bezerra, Aryzinho, entre outros, Cabral teve o despudor de chamar o então presidente da Andrade Gutierrez na sua casa, no apartamento do Leblon, e dizer-lhe pessoalmente, sem intermediários, que queria uma mesada de R$ 350 mil para a empreiteira participar de obras do Governo do Estado. Assim na cara dura, segundo o depoimento do executivo. Claro, depois Cabral cobrou mais um percentual sobre o valor dos contratos. O caso de Cabral realmente é patológico.