Reprodução da Folha de S. Paulo online
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Todo mundo sabe que Rodrigo Maia era um dos apadrinhados por Eduardo Cunha, inclusive na votação do impeachment de Dilma o atual presidente da Câmara fez uma homenagem pública ao seu antecessor, que na época ocupava o cargo, antes de ser levado preso para Curitiba. Pelo jeito Maia aprendeu bem a cartilha de Cunha. Decidiu que a reforma trabalhista, que vai tirar direitos dos trabalhadores, e que pelo projeto do governo pretende fazer com que acordos entre patrões e empregados se sobreponham à CLT, não precisará ser votada em plenário pelos 513 deputados. Pela decisão de Rodrigo Mais apenas os 37 deputados da comissão especial que analisa o projeto votarão. É inacreditável! Isso é rasgar o Regimento Interno que determina que "não poderão ser objeto de votação só em comissões projetos que tratem de direitos individuais e de cidadania." É exatamente o caso dos direitos dos trabalhadores. Se a decisão não for derrubada, o projeto passará da comissão especial da Câmara direto para o Senado. Maia já disse que a Justiça do Trabalho nem deveria existir. Agora dá esse golpe. Vai acabar sendo eleito o inimigo nº 1 dos trabalhadores brasileiros. Que vergonha!