Reproduções do Globo e do Dia
Reproduções do Globo e do Dia

Os principais movimentos que emergiram das redes sociais na época do impeachment de Dilma devem estar passando por uma crise de consciência. Se afastaram do pensamento predominante na opinião pública para apoiar o governo Temer, que passou a lhes destinar verbas, e tenta transformá-los em tropa de choque, como funcionaram CUT, MST, UNE e outros movimentos nos governos Lula e Dilma. O problema é que apoiam um governo que é reprovado pela esmagadora maioria da população e age com as mesmas práticas políticas do governo Dilma, que condenavam ardorosamente. Para a manifestação de hoje a pauta inicial incluía o apoio à Reforma da Previdência, que diante das reações indignadas de seus seguidores nas redes sociais acabou suprimida. No decorrer da semana passada comemoraram a aprovação da terceirização, que resultou em mais uma enxurrada de críticas contundentes. O resultado das manifestações de hoje, que pouparam Michel Temer, foi uma adesão mínima às manifestações. No Rio os organizadores contavam com 30 mil pessoas, só apareceram 300, cem vezes menos. Em Brasília foram 500 pessoas. Está na hora desses movimentos entenderem que cresceram porque estavam em sintonia com o sentimento da população. Ao escolherem "aliviar" um governo cada vez mais desmoralizado, que não conta com um apoio mínimo da opinião pública, minguam e perdem a capacidade de mobilização. É bom que reflitam sobre isso.