O trio que comanda a ALERJ há 25 anos
O trio que comanda a ALERJ há 25 anos

Prol na mira

A sede da Prol, antiga Facility, pertencente ao Rei Arthur, o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, recebeu logo cedo a visita da Polícia Federal. O mandado de busca e apreensão está atrás de documentos para comprovar o que todo mundo já sabe, e que o senhor Arthur César negou ao Ministério Público Federal, que ele é o verdadeiro dono da Prol.

Delação contra delação

Uma das pessoas que foi levada hoje coercitivamente é um empresário do setor de alimentação, que fez delação há poucos dias, afirmando ter entregue R$ 16 milhões de propina para ser repartida entre os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Ocorre que em sua delação, o ex-presidente do TCE admite que recebeu R$ 7 milhões, e que dividiu de forma igualitária entre os conselheiros.

O dinheiro pertencia ao Fundo Especial do Tribunal de Contas e foi doado ao Governo do Estado, a pedido do governador Pezão, e foi utilizado para pagar R$ 160 milhões às empresas do setor de alimentação para evitar uma rebelião nos presídios.

Os procuradores do MPF querem saber o valor exato. Foram R$ 7 milhões ou R$ 16 milhões repartidos entre os conselheiros?

A carne é fraca

Afonso Monnerat, secretário de Governo de Pezão, também foi levado coercitivamente. Ele não aguenta nenhum aperto. Quando era Secretário Especial para a Reconstrução da Região Serrana, no governo Cabral, foi intimado pelo MPF a explicar os gastos do dinheiro federal enviado após a tragédia que arrasou Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Uma de suas respostas é uma aula de como entregar os amigos: “Fiz o que me foi solicitado pelo Secretário de Obras. Eu estou subordinado a ele e ao governador”. À época o Secretário de Obras era Pezão, e até hoje o destino do dinheiro é ignorado. Dois prefeitos foram presos à época, o de Teresópolis e o de Nova Friburgo. Nesse caso, Afonso Monnerat é réu por improbidade administrativa.

Fila no banheiro

Desde que foi instituída na ALERJ a “bancada da Fetranspor”, mantida por um mensalão, repassado aos deputados por Sérgio Cabral e Jorge Picciani, e por um curto período de quatro anos por Paulo Melo, a senha para a entrega do dinheiro era: “Estou com vontade de ir ao banheiro. Tem remédio aí?”. Entre os deputados o banheiro ficou conhecido como Casa da Moeda.

Hoje um deputado me confidenciou que tem fila para ir ao banheiro exclusivo dos parlamentares, mas não é para receber dinheiro, é dor de barriga mesmo.

Um dos conduzidos coercitivamente na operação de hoje é o presidente da Fetranspor, Lélis Marcos Teixeira. Ah, se Lélis abrir a boca...

Em tempo: Daqui a pouco novas informações.