Reprodução do Estadão online
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A situação é que o Ministério Público Eleitoral vai pedir a cassação da chapa Dilma - Temer, a mesma posição que o ministro-relator, Herman Benjamin vai apresentar no seu voto. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes marcou o início do julgamento para terça-feira, mas não há previsão de quando será concluído. Não vai prosperar a tese da defesa de Temer que pretendia desmembrar as contas de Dilma e do atual presidente. Por todas as provas reunidas só por um milagre Temer escapa da cassação. A questão que é incerta é sobre a inelegibilidade. Pode haver cassação, mas sem serem mantidos os direitos políticos de Dilma e Temer, o que aliás aconteceu com ela no julgamento do impeachment do Senado.

Mas por incrível que pareça, o Palácio do Planalto está fazendo gestões para que pelo menos um dos sete ministros peça vistas do processo para o julgamento ser suspenso. A defesa de Temer conta com a troca de ministros do TSE que acontecerá em breve. Dá para acreditar? É que no dia 16 de abril termina o mandato do ministro Henrique Neves e em 5 de maio o da ministra Luciana Lóssio. Com isso Michel Temer nomeará os dois substitutos. A defesa de Temer espera que a mudança de ministros lhe seja favorável. Só tem um detalhe que estão esquecendo. Os dois ministros, caso o julgamento seja suspenso, podem adiantar o seu voto inviabilizando essa estratégia da defesa de Temer.