Manchete do Globo
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A delação do ex-presidente do TCE deixa claro que Pezão participou pessoalmente do esquema de pagamento de propinas aos conselheiros do tribunal responsável por fiscalizar seu governo, como mostra hoje o Globo. Houve reuniões na sua casa e no seu gabinete. Pezão é que indicava quem entregaria o dinheiro da propina dos conselheiros. Quem levava a o dinheiro vivo era subsecretário de Comunicação do governo, Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho, que - vejam a coincidência - é casado com a sobrinha de Pezão, que foi criada por ele e a esposa. O outro era o secretário de Governo de Pezão, Affonso Monnerat, conduzido coercitivamente na operação "O quinto do ouro", na última quarta-feira. Havia esquema no TCE e com a Fetranspor. Pezão à frente de tudo.

Caiu a máscara de Pezão de vir com aquela resposta cínica: "Eu não conhecia esse lado de Cabral", referindo-se à roubalheira patológica, sim, o caso de Cabral envolve uma compulsão, roubar transformou-se num vício. Pezão não só sabia de tudo, como participou, estou cansado de repetir isso. E para nosso azar além de corrupto, ainda por cima é incompetente. Com esse somatório de "virtudes", além da "genialidade do mal" de Sérgio Cabral, está na cara que essa história iria terminar com o Rio de Janeiro destruído, não foi por falta de aviso. Vocês são testemunhas da minha cruzada pela verdade que venho lutando há mais de 10 anos, enfrentando e denunciando essa quadrilha.

Aliás, na delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado tem um episódio curioso, que é emblemático de como a propina era assunto até de mensagens para Pezão, como mostra o Globo: "Certa ocasião, revelou Jonas, diante do atraso no repasse do dinheiro liberado pelo governo, o conselheiro (José) Graciosa teria enviado pelo aplicativo WhatsApp uma marchinha, dedicada a Pezão, com o refrão “Cadê o meu dinheiro?”.