Nota da coluna de Ancelmo Gois, do Globo
Nota da coluna de Ancelmo Gois, do Globo

Hoje todos os colunistas da imprensa do Rio e comentaristas políticos da televisão jogam pedras em Cabral e Pezão e passaram a repetir o que venho dizendo há muito tempo. Na verdade, se vocês pensarem bem, quem foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal na operação "O quinto do ouro" foi o governador de fato. Sim, porque todo mundo sabe que Pezão hoje não manda nada, é governador só no papel, apenas para manter o foro privilegiado. O governador, quem gerencia o Estado, é Jorge Picciani, que teve a cara de pau de dizer no seu discurso de defesa, na tribuna da ALERJ, que nunca indicou uma só pessoa para algum cargo, apesar de ter escolhido metade dos secretários de Pezão.

E essa história do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Marco Antônio Alencar, filho do ex-governador Marcello Alencar, ter 30 cavalos, cada um valendo mais US$ 1 milhão segue a mesma linha das vacas de R$ 1 milhão do deputado Jorge Picciani. Como disse, em tom de gozação, se cruzarem geneticamente os cavalos do conselheiros com as vacas de Picciani vai nascer um bezerro de ouro.

Aliás, a passagem bíblica do bezerro de ouro funciona como uma metáfora da situação a que o nosso estado chegou. Na Bíblia, enquanto Moisés estava no Monte Sinai recebendo de Deus as tábuas sagradas dos dez mandamentos, os judeus fizeram um bezerro de ouro com joiasm, que passaram a adorar. Aqui no Rio, Cabral, Pezão, Picciani e a turma do PMDB são os adoradores do bezerro de ouro.