Reprodução da Época online
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Há dez dias noticiei aqui no blog a reação apoplética de Sérgio Cabral ao receber a confirmação de que foi traído por Regis Fichtner, seu ex-chefe da Casa Civil, que acompanha desde a época de deputado estadual. Disse eu: 'Tomado de ira, entre outras palavras, referiu-se a Regis Fichtner como “ladrão fdp”, “mau caráter”, “traíra”. Disse mais: “agora vou f... todo o esquema dele e da família com a Justiça do Rio”.'

Cabral desta vez tem razão em se indignar com a "vida serena" que Fichtner está levando. Ora, seu ex-secretário é peça central do esquema de corrupção, por que ele está solto e Cabral e outros presos? Aliás, o ex-governador, hóspede de Bangu 8, também se queixa que outro integrante do grupo que saqueou os cofres estaduais também está levando boa vida. Fernando Cavendish, da Delta, parceiro de farras em Paris com a Gangue dos Guardanapos ainda não fechou acordo de delação premiada, mas está em prisão domiciliar, com tornozeleira, de frente para o mar do Leblon. Enquanto isso Cabral segue em Bangu, só não pode se queixar do calor do bairro porque passa quase o tempo todo no ar condicionada da biblioteca. E ninguém dá um basta nos privilégios.