Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo

O Ministério Público Federal já apontou que em apenas um esquema, Eike deu a Cabral US$ 16,5 milhões entre 2010 e 2011. Mas agora Eike quer entregar outros esquemas onde pagou propina a Sérgio Cabral. Além disso oferece, na sua proposta de delação premiada, esquemas envolvendo Lula, Eduardo Cunha, o banqueiro André Esteves, o doleiro Lúcio Funaro (principal operador de Cunha), além de parlamentares que teria recebido dinheiro para votar a favor da liberação do jogo, setor onde o ex-bilionário nº 7 do mundo pretende investir depois do grupo X ter ido à bancarrota. Mas o MPF quer mais.

Aliás, não custa lembrar ao MPF que se vão investigar o esquema de Eike para "comprar" licenças ambientais no Estado do Rio, principalmente no empreendimento do Porto do Açu, não esqueçam que o escritório que o empresário contratou nesse caso foi o de Regis Fichtner, braço-direito de Cabral, que surpreendentemente, para espanto de muitos, continua solto e desfrutando de todos os luxos obtidos através de sua participação no assalto aos cofres estaduais promovido pela quadrilha do PMDB.