Reprodução do Zero Hora
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A se confirmar a cassação da chapa Dilma - Temer no TSE, o PSDB não pensará duas vezes em abandonar o presidente. Por enquanto morde e assopra. Por um lado apoia o governo, sempre relacionando a necessidade de reformas, sem se comprometer na defesa de Temer, mas por outro articula a sucessão presidencial indireta. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi o primeiro nome colocado na pedra pelos tucanos. Mas já foi rifado. Entre o PSDB o nome em alta é o de Fernando Henrique Cardoso, com Geraldo Alckmin correndo por fora. Alckmin tem um problema adicional. Se for eleito indiretamente pelo Congresso nada o impede de disputar a reeleição no voto em 2018. Por isso há muita rejeição por parte dos partidos, o que FHC não teria, afinal com 87 anos na próxima eleição certamente não será candidato à reeleição. Um dos problemas para a tomada do poder pelos tucanos é que seus principais aliados, os Democratas, têm candidato, que é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que também faz jogo duplo, dá sustentação a Temer nas votações, mas nos bastidores articula para ficar com a cadeira dele.