Temer e Paulinho da Força em encontro com sindicalistas realizado em 2016
Temer e Paulinho da Força em encontro com sindicalistas realizado em 2016

Sem fazer alarde o presidente Michel Temer recebeu líderes de centrais sindicais, que estão em polvorosa com a iminência do fim do imposto sindical, previsto na reforma trabalhista aprovada na Câmara e que será votada no Senado. O Palácio do Planalto considera as centrais sindicais uma pedra no seu sapato, porque são o setor que mais mobiliza protestos contra as reformas. Por isso Temer garantiu aos sindicalistas que, logo que a reforma trabalhista seja aprovada no Senado, editará uma Medida Provisória recriando o imposto sindical, que tira um dia de trabalho de todos os empregados com carteira assinada e que é dividido entre sindicatos, centrais sindicais e o Ministério do Trabalho. Os representantes das centrais adoraram, era tudo o que queriam ouvir, e se comprometeram a afrouxar as críticas às reformas. Só tem um problema: é pouco provável que Temer resista até a votação da reforma trabalhista no Senado, que por sinal foi adiada porque o governo sabia que não tinha os votos necessários na comissão que trata do tema. A esta altura também não há nenhuma certeza de que a reforma seja aprovada, pelo menos do jeito que está.