Reprodução do jornal Hora H
Reprodução do jornal Hora H

Hoje o prefeito Rafael Diniz, em entrevista ao jornal Folha da Mentira, afirma com muito orgulho que Campos usa o mesmo material didático, distribuído pelo MEC para todas as cidades do Brasil. Diversos municípios já tomaram a iniciativa, como podem ver no caso de S. João de Meriti (mostrado acima), de determinar o recolhimento do livro. Entre as imoralidades que o livro apresenta existe uma que chega a beirar a insanidade. É a história “Enquanto o sono não vem”, que relata a história de um pai que pune uma filha por se negar a casar com ele. O livro é para crianças das séries inicias do ensino fundamental, entre 6 e 8 anos, terem acesso a uma história onde pai quer cometer incesto. Isso é crime. A Prefeitura de Campos deveria recolher imediatamente os livros e os pais acionarem a Justiça para que seus filhos não sejam contaminados por princípios que vão contra todos os requisitos morais, legais e cristãos. Aliás, em algumas cidades paróquias da Igreja Católica, e em outras associações de pastores já tomaram essa iniciativa.

É mais uma tentativa do governo federal de incutir, através das escolas, uma mentalidade e discussão de assuntos que são pertinentes somente às famílias. É uma intromissão indevida do Estado na formação de conceitos que devem ser transmitidos pelos pais aos seus filhos. Quero ressaltar que sou contra qualquer discriminação, mas sou contrário a usar a escola e material didático, feito com o dinheiro público, para difundir assuntos que são pertinentes à educação dos filhos. Neste caso é mais grave porque se trata, como disse, de uma criança que na negativa de aceitar a proposta de um pai é castigada e acaba morrendo de sede por não ter se casado com ele. O autor José Mauro Brant conta a história de Eredegalda, filha de um rei que quer se casar com a mais bonita de suas três filhas. E ela, corretamente, se nega e é punida até a morte. Essa insanidade não pode ser ensinada como uma coisa normal a crianças que estão formando conceitos e valores.

Reafirmo: sou contra qualquer tipo de preconceito, mas sou ainda mais contra que escolas queiram defender ideias que pertencem ao universo familiar.