Muitas pessoas de Campos têm me enviado notas e informações que o juiz Ralph Manhães já estaria com a sentença me condenando pronta, apenas esperando a apresentação das minhas alegações finais. Por tudo o que aconteceu neste processo não me surpreende.

Desde o início tenho afirmado que a Operação Chequinho não é um processo judicial, mas sim uma perseguição política promovida por um delegado ressentido, um promotor denunciado por mim ao Ministério Público por atos de corrupção e um juiz sem a mínima isenção necessária para dar uma sentença conforme a lei exige.

A Operação Chequinho está marcada por atos de arbitrariedade, como pessoas que foram torturadas para mudarem seus depoimentos pelo delegado Paulo Cassiano, ou impedimento de gravar meu depoimento alegando que as câmeras da sala de audiência não estavam funcionando (só funcionaram no dia das testemunhas de acusação), ou até mesmo o escandaloso gesto do promotor Leandro Manhães de requisitar verbalmente provas que estavam à disposição de um outro juízo eleitoral a fim de que elas fossem anexadas à 100ª Zona Eleitoral, sob o comando do juiz Ralph Manhães.

Infelizmente a maior vítima deste processo não sou eu, nem mesmo os vereadores ou demais acusados. A vítima é a Justiça. Quando, por interesses escusos, inconfessáveis, pessoas que deveriam julgar, segundo a lei, não o fazem, e tomam suas decisões, por mais ilegais que sejam, contrariando o devido processo legal, o senso comum de justiça e o respeito às normas do Direito, não pode se esperar outra coisa senão uma sentença marcada pelo ódio, a vingança, a inveja e o ressentimento.

Se são verdadeiras as informações que me passaram nas últimas horas, elas são lamentáveis. E o juiz Ralph Manhães, o promotor Leandro Manhães e o delegado Paulo Cassiano mesmo que obtenham uma aparente vitória devem se lembrar que na história nem sempre os vitoriosos de uma batalha ganham ao final da guerra. Buscarei a verdade até o fim.

Assim como fiz quando me lancei numa cruzada contra os corruptos que dominaram o Estado, sob o comando de Sérgio Cabral, não me acovardarei enquanto toda a verdade sobre este caso não for restabelecida, na hipótese do juiz cumprir o que vem prometendo às pessoas a quem ele tem contado histórias.

O “imperador” Cabral está atrás das grades. O “Rei Arthur” está sendo caçado pela polícia e a Interpol. Seus súditos, alguns estão presos em Benfica, outros em Curitiba e alguns em prisão domiciliar. E olha que eles eram muito mais poderosos do que aqueles que hoje vêm causando transtornos a pessoas honestas acusadas de crimes que não cometeram, incluindo a mim e minha família. No início é sempre assim o poder cega a quem o detém, e se acham semideuses, capazes de julgar conforme seu gosto pessoal, e não segundo a lei e o senso de justiça. Mas com o tempo a verdade vai sendo restabelecida.

Um dos momentos que ficou mais claro para mim a evidente tentativa de manipulação foi quando o juiz Ralph Manhães me impôs a proibição de falar sobre o caso, decisão que depois foi revogada por unanimidade pelo TSE. A mordaça é arma de quem age na ilegalidade. Ruy Barbosa, patrono do Direito brasileiro dizia: “A luz é a grande inimiga dos crimes. Na claridão do dia surge a verdade. Aqueles que agem de outra maneira, pela força, pelo arbítrio, pela corrupção, pela mentira, não querem o direito, pretendem a vingança”.