A força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná abriu um novo inquérito contra Sérgio Cabral para apurar corrupção passiva. A investigação, aberta em 18 de maio, tem como base a delação da Odebrecht e mira um pedido de propina dentro do Palácio Guanabara.

Em sua delação, o ex-dirigente da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Junior, afirmou que, no primeiro semestre de 2009, o então governador teria solicitado ‘o pagamento de propina no montante equivalente a 1 % sobre o valor do contrato de terraplanagem celebrado entre o Consórcio Terraplanagem Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) – Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão – e a Petrobrás’. A propina teria sido ‘autorizada’ pelo então diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

Cabral já foi investigado pela Lava Jato no Paraná e condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro por recebimento de propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente as obras do Comperj.

Sérgio Cabral é alvo ainda de dezenas de ações penais da Lava Jato, no Rio. O juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal da capital fluminense, já o condenou em cinco processos.

Se somadas, as penas de Sérgio Cabral, no Paraná e no Rio alcançam 100 anos.

Comentários

28/05/2018

02:56

Leandro Varela - Rio de Janeiro

Que cena linda de se ver.

29/05/2018

11:56

Paulo Henrique - Duque de Caxias

O povo já está desconfiando que essa greve pode ser uma vingança da turma ligada aos presos Sérgio Cabral (MDB) e Lula (PT).