Uma rede de doleiros, que serviu ao ex-governador Sérgio Cabral movimentou em cinco anos 1,6 bilhão de dólares, o equivalente a mais de R$ 6,2 bilhões. O grupo montou um sistema de movimentação de dinheiro vivo proveniente de negociações envolvendo propinas pagas a agentes públicos, políticos por empresas, em uma espécie de banco paralelo no Brasil e em 52 países. A estrutura tinha direito a contas de mais de três mil offshores, empreendimentos de fachada, e até em nome de pessoas físicas. O sofisticado modelo surpreendeu até procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que batizaram a operação de 'Câmbio, Desligo'.

Foram denunciados à Justiça Federal 62 suspeitos, entre eles, Dario Messer, apontado como o 'doleiro dos doleiros', que manobrava as transações financeiras do Uruguai. Eles foram acusados de 186 transações relacionadas aos crimes de quadrilha, organização criminosa, lavagem de ativos, evasão de divisas, corrupção passiva e operação de instituição financeira não autorizada. As penas variam de um a dez anos de prisão.