O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou nesta 4ª feira a Procuradoria Geral da República a colher provas sobre as delações de executivos da JBS. Após esta etapa, o plenário decidirá se a colaboração dos empresários será rescindida.

Uma possível rescisão do acordo não anula as provas apresentadas pelos delatores.

A rescisão do acordo de delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud foi pedida pelo ex-PGR Rodrigo Janot no ano passado e reiterada por Raquel Dodge neste ano. Janot apontou “omissão deliberada” dos delatores para justificar a solicitação.

Em fevereiro, já no comando da PGR, Dodge ampliou o pedido e incluiu Wesley Batista e Francisco de Assis na lista. De acordo com a procuradora-geral, os 2 descumpriram os termos de colaboração ao intencionalmente omitirem fatos criminosos dos quais tinham conhecimento quando fecharam acordos com o Ministério Público Federal.