A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, afirmou ter recebido informações do Presídio da Papuda de que, mesmo diante do isolamento imposto ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, ele permanece indisciplinado.
Segundo a juíza, em decisão do começo de julho, o isolamento disciplinar não prejudica o estado de saúde dele, que tem se recusado a receber todas as refeições diárias e sair para o banho de sol.

O isolamento começou em 27 de junho e durou dez dias em razão da prática de desacato. Além disso, Geddel também já foi alvo de suspeitas de uso de remédios não prescritos dentro do presídio, o que está sob apuração. No fim de junho, uma supervisora da vara de execuções cobrou, de ordem da juíza Leila Cury, o presídio sobre as medidas tomadas.

A juíza destacou que, como em todo isolamento, Geddel teve acesso suspenso à cantina, à televisão e visitas, tendo sido mantido banho de sol diário de 3 horas, mas que ele se recusa sem "razão plausível". Ela citou que Geddel estava cumprindo o isolamento em cela com mais de seis metros quadrados, tamanho mínimo recomendado, e com estrutura mínima.

Geddel cumpre prisão em Brasília desde o ano passado, após investigação sobre fraudes na Caixa Econômica Federal. Ele foi preso depois de a Polícia Federal ter apreendido, na Operação Cui Bono, R$ 51 milhões em dinheiro que estavam distribuídos em malas, em um apartamento supostamente utilizado pelo ex-ministro em Salvador.