Só de casos registrados dá praticamente 400 por dia. A cada hora são 16 celulares roubados, isso sem contar os casos que não são registrados. O Rio de Janeiro vive uma situação surreal. O telefone celular, que veio para facilitar a vida das pessoas, no Rio tem que andar no bolso ou na bolsa, e mesmo assim não é muita garantia, porque não são apenas os aparelhos que são roubados.
É comum hoje você ligar para uma pessoa e ouvir: "Eu já te ligo. Agora não dá para falar porque estou andando no meio da rua".
É o tipo de modalidade de crime que é facilitada pela falta de policiamento. O ladrão arranca o celular da mão da vítima e sai correndo. Se houver policiamento fica mais difícil, corre o risco de ser preso mais adiante. Aliás, faz muita falta o programa Reservistas da Paz, criado por mim quando era governador, e que Cabral acabou. Eram jovens de 18 anos que tinham acabado o serviço militar, que trabalhavam nas ruas uniformizados em trios, tudo monitorado pela Polícia Militar e ficavam nas principais vias do Centro e de outros bairros. Com essa iniciativa conseguimos nessas áreas reduzir muito os roubos a pedestres, além de dar oportunidade a jovens que em muitos casos depois de completar o serviço militar acabam arregimentados pelo tráfico.
E o que Pezão e Beltrame fazem? Nada. Cruzam os braços enquanto o policiamento nas ruas é cada vez mais reduzido porque falta combustível para as viaturas, além dos 900 soldados a menos no patrulhamento, por falta de dinheiro.