Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online


É a lógica da incompetência. Pezão e Beltrame decidiram colocar policiamento reforçado no entorno do Rock in Rio. Para isso acontecer, em vez de pagarem a folga de policiais aumentando o efetivo nas ruas, por medida de economia tiraram policiais de todo o estado, inclusive da Zona Sul. O resultado foi o que todo mundo viu. A menos de um ano das Olimpíadas, a imagem dos arrastões correu o mundo. A Associação de Hotéis de Turismo, que há alguns anos homenageou Beltrame, agora está indignada. Dois congressos já foram cancelados na cidade do Rio. A associação diz com todas as letras que faltou policiamento na Zona Sul.

Comentários

23/09/2015

06:45

Brizola investiu pesado em educação e a Groubo sabotou - ilha

O Brasil é muito desigual, o verdadeiro narcotrafico ta na Zona Sul. Quem tem grana? Quem consome pesado? onde moram os hollidianos brasileiros?

23/09/2015

07:27

Cineasta Nelson Hoineff critica ação de justiceiros no Rio - RJ

Cineasta Nelson Hoineff critica ação de justiceiros no Rio: ‘A gente não pode querer que o Brasil seja um Mad Max’. Quase três décadas depois de ir ao ar na extinta TV Manchete, o documentário “Os pobres vão à praia” reproduz cenas atuais do Rio de Janeiro. E essa avaliação também é do próprio diretor, o cineasta Nelson Hoineff, responsável pelo programa “Documento Especial”, que exibiu em 1990 a reportagem que mostrava o preconceito de moradores da Zona Sul em relação a moradores da Zona Norte que frequentavam as praias, como Copacabana e Ipanema. Nesta entrevista ao EXTRA, Nelson diz acreditar ser impossível hoje alguém dar uma entrevista no mesmo tom da banhista, na época, que chamou de “sub-raça” quem não era da Zona Sul, apesar de comentários semelhantes serem frequentes nas redes sociais. O cineasta também criticou a ação de justiceiros no Rio para conter os arrastões, dizendo que o país não pode virar um “Mad Max”, em referência ao filme, do diretor George Miller, que mostra a luta do justiceiro Max Rockatansky contra criminosos num mundo pós-apocalíptico.

23/09/2015

08:00

Morre criança baleada por PM em favela do Caju - Rio

A criança baleada por um policial militar da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Caju nesta quarta-feira (23) morreu. Herinaldo Vinicius da Santana, de 11 anos, foi baleado na tarde desta quarta-feira (23) no Parque Alegria, comunidade do bairro do Caju. De acordo com moradores, o PM teria se assustado ao ver a criança que brincava em um beco da favela. R7 23/09/15 - O RIO TÁ PIOR QUE A SÍRIA, QUE TRISTEZA

23/09/2015

08:07

Moradores fazem protesto após morte de criança no Caju, Rio - RJ

Moradores fazem protesto após morte de criança no Caju, Rio. Uma criança morreu durante tiroteio no Caju, na Zona Portuária do Rio, na tarde desta terça-feira (23). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a vítima foi identificada como Herinaldo Vinícius da Santana, de 11 anos. As causas da morte estão sendo investigadas. Moradores da comunidade fecharam pistas da Avenida Brasil e da Linha Vermelha no início da noite desta terça-feira (23). O policiamento foi reforçado na região e moradores relataram o som de novos tiros. Em redes sociais, vários moradores acusam policiais pelo tiro que matou Herinaldo. Do G1 Rio 23/09/15

24/09/2015

07:33

ROBERTO - RIO DE JANEIRO

A JUSTIÇA NO RIO DEVERIA PRENDER PESÃO, E EDUARDO PAES PELAS BESTEIRAS QUE FALAM NA TV E NAS RÁDIOS. ELES É QUEM SÃO RESPONSÁVEIS PELOS ARRASTÕES NAS PRAIAS.POR CAUSA DO ABANDONO DE PROJETOS SOCIAIS, E O PIOR GENERALIZAM, ENTÃO UMA PESSOA PODE SER QUESTIONADA E PRESA POR ESTAR DE CHINELO E BERMUDA NUM ÔNIBUS? O PROBLEMA É QUE FALTA POLICIAL NAS RUAS. QUERO VER A POLÍCIA IR NUM SHOPING DA Z. SUL PRENDER FILHO DE BACANA PORQUE ESTAR NO LOCAL DE BERMUDA E CHINELO? AGORA AS ELITES DO RIO DE JANEIRO GOSTAM QUANDO UM GOVERNADOR FALA MAL DE FILHO DE POBRE E DE QUEM VIVE NAS COMUNIDADES DA ZONA SUL E O VEÍCULO MAIS USADO PRA ISSO SÃO DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO, SONEGADORA DA RECEITA, E MANIPULADORA DE INFORMAÇÕES, A RAELIDADE NÃO NADA DISSO QUE QUEREM NOS FAZER ACREDITAR. O POVO NÃO É BOBO, MAS PODE SER ENGANADO, APESAR DA VONTADE DE ACERTAR E O POVO FORAM ENGANADOS MAIS UMA QUANDO VOTARAM EM PESÃO E EDUARDO PAES. MAS EU NÃO, MEU GOVERNADOR SEMPRE SERÁ QUEM FAZ OBRAS QUE VISAM A COLETIVIDADE ESSES SÃO GAROTINHO E ROSINHA. E NÃO VOTO EM QUEM APOIA A REDE GLOBO E ESSA MÍDIA GOLPISTA, QUE ADORAM UMA CRISE, PARA BARGANHAR COM O GOVERNO CORRUPTOS COMO FOI DE LULA E AGORA DA DILMA E PESÃO COMO FOI DO SEU ANTECESSOR SERGIO CABRAL, E EDUARDO PAES.

24/09/2015

11:27

Arrastões foram do roubo à crueldade em duas décadas, dizem cariocas - Rio

Arrastões foram do roubo à crueldade em duas décadas, dizem cariocas. O período de dezembro a março de 1992 no Rio ficou conhecido como "verão do arrastão". Às vésperas das eleições municipais, os fins de semana nas praias da zona sul eram marcados por furtos, roubos e correria generalizada. Duas décadas depois, as cenas de violência se repetem. No último sábado (19) e no domingo (20), foram registrados tumultos em pelo menos quatro bairros. Cerca de 30 suspeitos foram detidos. Para moradores de Copacabana, há um agravante: a crueldade dos criminosos. "Na década de 90, o arrastão era até meio 'pacífico'. Eles vinham, puxavam a bolsa e corriam. É totalmente diferente do arrastão de hoje, que beira a calamidade pública. Não havia essa violência e essa brutalidade", afirmou a pensionista Sueidy Baêta Costa, 69, moradora de Copacabana há 40 anos. "Eles batem, roubam, machucam, não respeitam mais os idosos. Hoje, um menino de nove ou dez anos está matando pessoas." "Está mais grave porque eles já chegam para ferir ou para matar. Naquela época, os arrastões eram mais esporádicos e aconteciam apenas no verão. Hoje, para você ver, não estamos nem no verão ainda e já estão tocando o terror", disse Dulce Cantanhede, 82, que mora no bairro há 20 anos. "Não dá para se sentir seguro na praia. A sensação é que alguma coisa ruim pode acontecer a qualquer momento." O professor Luiz Antônio, gaúcho residente no bairro há 25 anos, afirmou que os arrastões da década de 90 eram mais concentrados. "Eu tenho visto pequenos arrastões em toda a praia. Parece que hoje a coisa é mais espalhada", comentou. Já o militar Antônio Justino, 66, disse que os grupos de suspeitos são cada vez mais numerosos. "Agora vem aquelas gangues com mais de 20, 30. O negócio está virando um caos", declarou ele, morador do bairro há 20 anos. Gilka Chaves, 85, moradora de Copacabana há 50 anos, afirmou que não se sente à vontade para circular livremente pelas ruas e avenidas do bairro. "Piorou 100%. Antigamente, a gente andava cheia de joias aqui em Copacabana, mas hoje não dá para fazer isso", disse. O jornalista Umberto Borges, 72, morador há 70 anos, também prefere evitar a ostentação. "Os caras vêm só de bermuda, sem dinheiro, e tocam o terror mesmo. Você não pode usar um boné, um relógio ou tirar uma câmera do bolso." Do UOL, no Rio 24/09/2015 - O QUADRO É ASSUSTADOR E IRREVERSÍVEL

24/09/2015

07:40

'Tenho horror de quem pensa como eu pensava. Evoluí', diz carioca - Rio

'Tenho horror de quem pensa como eu pensava. Evoluí', diz carioca que chamou pobres de sub-raça nos anos 1980. Quase três décadas separam a Angela Moss que foi entrevistada na TV sobre pobres que frequentam a praia e a Angela Moss que veio a público em uma rede social para esclarecer o episódio. A primeira Angela, então com 18 anos, tinha "horror de olhar para estas pessoas", os pobres, que "não eram brasileiros", mas uma "sub-raça". Aos 47 anos, ela diz ainda ter horror, mas de quem tem hoje um discurso igual ao seu ou quem a parabeniza por suas declarações carregadas de preconceito. "Mudei de opinião. Evoluí. Não sou mais essa pessoa. Por isso resolvi colocar minha cara a tapa, em vez de pedir para tirarem o vídeo do ar", diz Moss à BBC Brasil. "O vídeo é um tapa na cara da sociedade, que não evoluiu. É compreensível que alguém fique com ódio do ladrão quando é assaltado. Mas tem de pensar o que faria se estivesse no lugar dele. E, principalmente, não generalizar esse ódio contra todo um conjunto de pessoas." Para Moss, "estes garotos pobres têm um ódio justificável porque se ferraram a vida inteira". "O difícil é aceitar o ódio de quem teve tudo na vida, é privilegiado. Essas pessoas têm obrigação de serem mais compreensivas. Se fosse o inverso, elas poderiam estar fazendo coisas ainda piores." Publicada no YouTube em 27 de agosto, a reportagem "Os Pobres Vão à Praia", da extinta TV Manchete, praticamente passou despercebida, com 77 mil visualizações. Isso mudou ao ser compartilhado pelo site Mariachi em seu perfil no Facebook, poucos dias após arrastões, roubos e furtos gerarem retaliações por moradores da Zona Sul do Rio. O vídeo causou, então, um grande alvoroço, sendo visto mais de 2,2 milhões de vezes, além de ter 37,7 mil compartilhamentos e 4,3 mil comentários, em apenas três dias. "Hoje, um discurso desse seria inimaginável e quem o fizesse (...) sofreria uma perseguição tão dolorosa nas redes sociais que seria ela quem iria ter vontade de mudar de planeta", dizia um dos comentários mais populares, com 1.080 curtidas. "Incrível saber que não evoluímos como seres humanos", dizia outro comentário, curtido 360 vezes. O que não se esperava é que a adolescente do vídeo, hoje uma advogada e sócia de uma editora, escrevesse não só assumindo a autoria da fala polêmica, mas dizendo que não pensa mais da mesma forma. "Meu depoimento foi editado e parece ser pior do que realmente foi. Em alguns momentos, eu citava o que outras pessoas diziam, e ficou parecendo como se tudo que disse fosse a minha própria opinião", diz Moss. "Mas eu era de fato muito conservadora, egoísta e idiota. Fui criada em um ambiente privilegiado. Nunca tinha andado de ônibus. Via a galera fazendo confusão na praia e não entendia. Foi só depois que minha vida mudou, fui trabalhar como garçonete e me aprofundei nos estudos que tive outra visão." Moss relembra que, na época em que a reportagem foi veiculada, a repercussão pública foi bem diferente. "Na minha bolha social, só recebi parabéns e tapinha nas costas. Hoje, tudo é amplificado pela internet", conta ela. "Desta vez, as reações se dividiram. Houve quem veio me parabenizar por ter mudado de opinião. Outras ficaram bravas pelo mesmo motivo." Moss conta que teve ainda quem não acreditou que realmente sua visão sobre o assunto havia se transformado, pensando que ela havia publicado o comentário no Facebook por medo da repercussão. "Não tenho medo. Não sou covarde. Sou corajosa, de esquerda, feminista e ‘da luta’", afirma ela. "Tinha duas opções: fugir ou enfrentar. Resolvi enfrentar." A reportagem com seu depoimento voltou a gerar bastante polêmica em parte pelo momento de tensão pelo qual passa o Rio. Arrastões começaram a acontecer na orla carioca em meados dos anos 1990, com grupos roubando e agredindo banhistas. Esse tipo de crime voltou a ocorrer com mais frequência em janeiro deste ano. Desde então, o governo e a Polícia Militar do Estado passaram a realizar blitz em ônibus vindos da Zona Norte da cidade, onde ficam bairros mais pobres e municípios da periferia da capital fluminense. No entanto, uma decisão da Justiça determinou que jovens considerados suspeitos só poderiam ser detidos se fossem pegos em flagrante. Ao mesmo tempo, a Prefeitura do Rio anunciou que extinguiria linhas de ônibus que ligavam essa região à Zona Sul, onde ficam as praias mais populares, como Copacabana e Leblon. A Prefeitura afirmou que a medida visa reorganizar o sistema de ônibus da cidade e evitar a sobreposição de trajetos. Mas foi acusada de fazer isso para dificultar o acesso de moradores do subúrbio à orla. No último final de semana, a situação se agravou quando novos roubos, furtos e agressões foram registrados nas praias e ruas da Zona Sul e moradores locais se reuniram por meio das redes sociais para atacar jovens tidos como suspeitos que circulavam em ônibus pela região. Moss critica esse tipo de reação popular organizada contra jovens da periferia. "Este tipo de retaliação é quase como um grupo de extermínio, é estar a um passo de um Estado de exceção." Da BBC Brasil 24/09/15