Corrupção - Cartão Vermelho
Pois é o senhor tentou instalar a CPI para apurar irregularidades que Loretta Lynch, Procuradora Geral de Justiça dos EUA, denuncia ao mundo.
"Ricardo Teixeira recebeu propina para influenciar escalação da Seleção Brasileira.Esta quinta-feira tem sido um dia agitado nos bastidores da administração do futebol pelo mundo, especialmente no Brasil. Depois das prisões de dirigentes da Fifa e da acusação de cartolas brasileiros pelo FBI, uma nova descoberta das autoridades americanas põe em cheque o trabalho de campo da Seleção Brasileira.O Departamento de Justiça dos EUA revelou, em sua investigação, que Ricardo Teixeira, presidente da CBF entre 1989 e 2012, usou de sua influência para que os treinadores da Seleção sempre escalassem os “melhores jogadores”. Em troca disto, recebeu propinas em dólares.Em reportagem de O Estado de S. Paulo, o correspondente e colaborador da Rádio Jovem Pan informa que a escalação dos atletas mais badalados era determinada por parceiros comerciais da CBF. Caso os mais requisitados não entrassem em campo, deveriam ser substituídos por jogadores com o “mesmo valor de marketing”.A empresa Traffic, de José Hawilla, era a que mais exercia essa influência sobre a CBF. Dona dos direitos de transmissão da Copa América, ela queria garantir que os melhores jogadores fossem escalados para poder vender esses direitos por valores mais altos.Além da Seleção Brasileira, Hawilla também teria pagado “milhões de dólares por edição da Copa América para que a AFA colocasse em campo seus melhores jogadores” da seleção argentina, segundo documento da justiça americana. No meio do mar de denúncias de corrupção que surpreendeu o mundo em 2015, esta é a primeira que se refere a um caso de influência direta nas decisões de dentro do campo." Mais em:
http://jovempan.uol.com.br/esportes/futebol/ricardo-teixeira-recebeu-propina-para-influenciar-escalacao-da-selecao-brasileira.html
"EUA acusam Ricardo Teixeira, Del Nero e outros 14 em caso de corrupção na Fifa.A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, anunciou nesta quinta-feira acusações contra 16 dirigentes e ex-dirigentes de altos cargos da Fifa, entre eles os brasileiros Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero, e responsabiliza todos eles por "abuso contínuo" de sua posição no organismo para enriquecimento próprio."Não contentes em sequestrar o esporte mais popular do mundo por décadas com lucro ilícito, estes acusados tentaram institucionalizar sua corrupção para garantir que poderiam viver dela, não pelo bem do jogo, mas para seu próprio engrandecimento pessoal e o aumento de sua riqueza", disse Loretta em entrevista coletiva."A mensagem deste anúncio deve ficar clara para todos os culpados que permanecem nas sombras, com a esperança de evadir nossa investigação. Vocês não vão escapar", advertiu.
As novas acusações atingem especialmente dirigentes da América Central e da América do Sul, entre os quais aparecem os presidentes da Concacaf, Alfredo Hawit, e da Conmebol, Juan Ángel Napout, detidos hoje em Zurique.
Outros afetados são o presidente da Federação Equatoriana de Futebol, Luis Chiriboga, assim como aos argentinos Eduardo Deluca e José Luis Meiszner, ambos ex-secretários-gerais da Confederação Sul-Americana.O ex-presidente da Federação Panamenha de Futebol (Fepafut) Ariel Alvarado, também se encontra entre os acusados aos quais os EUA querem julgar em seu território, segundo Loretta.Para justificar os pedidos de extradição dos líderes da Fifa, a procuradora-geral americana argumentou que as negociações para intercambiar influências e dinheiro ilícito ocorreram no país e que, além disso, os acusados utilizaram os bancos de Wall Street para mascarar os subornos.
As novas acusações quase dobram o tamanho da macro-investigação contra o organismo máximo do futebol mundial, que recebeu seu primeiro golpe em maio passado, quando a justiça dos EUA formulou acusações de corrupção publicamente contra 14 pessoas, dos quais sete foram detidos na Suíça. Entre eles, apenas dois aceitaram voluntariamente a extradição, o americano Jeffrey Webb e José María Marin, também ex-presidente da CBF"