Tenho denunciado há anos o deputado estadual Thiago Rangel por corrupção, enriquecimento ilícito, envolvimento com a máfia dos combustíveis e pelo controle de áreas estratégicas do governo estadual, como IPEM, meio ambiente e educação.
Como outros políticos investigados por mim, ele também recorreu à Justiça para tentar censurar minhas publicações. Já obtivemos vitórias no STF contra decisões semelhantes envolvendo Rodrigo Bacellar, Rodrigo Pimentel, Fernando Trabach, Cláudio Castro, entre outros.
As decisões foram assinadas pelos ministros Edson Fachin, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e, mais recentemente, Dias Toffoli, que liberou minhas reportagens sobre Márcio Canella.
Entretanto, há meses aguardamos o julgamento do recurso contra a decisão de primeira instância que censurou minhas matérias sobre Thiago Rangel. O processo está sob análise do ministro Gilmar Mendes.
Hoje, ao ouvir um áudio em que Thiago Rangel conversa com um assessor — também preso —, chama atenção o trecho em que falam sobre “dar tiros no carro” e “dar tapas na cara”, porque “esse cara está impossível”.
Quem seria esse “cara”?
Não conheço outro denunciante que tenha exposto, em tantos detalhes, os negócios obscuros do deputado e sua ligação com criminosos. Já foram mais de 20 matérias publicadas.
Enquanto isso, sigo aguardando a proteção solicitada pela CPI do Crime Organizado e pelo Ministério Público. A segurança que eu possuía foi retirada pelo ex-governador Cláudio Castro e, até hoje, não foi restabelecida pelo atual governo.