Contra fatos não há argumentos. O Rio de Janeiro paga hoje, o botijão de gás mais caro do Brasil porque grande parte do estado foi loteada por milícias e facções criminosas, através de acordos políticos e de armistícios acertados entre as autoridades da Segurança e bandidos, com ou sem farda, para beneficiar eleitoralmente Cabral.
A mídia – cumprindo seu papel acertado com Cabral – tanto fala em pacificação, quando na verdade estamos assistindo a um fenômeno exatamente oposto. Grupos criminosos expandiram seus domínios para o asfalto e hoje, obrigam moradores dos bairros a pagar mais caro o botijão de gás.
Antes se falava que as comunidades eram áreas onde havia o poder paralelo do tráfico. Isso é um fato. Mas agora o que estamos vendo é esse poder paralelo “abençoado” por acordos políticos com Cabral e seus aliados expandir seus domínios.
Segundo a ANP, cerca de 2,7 milhões de moradores fluminenses pagam ágio no botijão de gás, seja a milicianos ou a traficantes. Essa é a dura realidade. O jornal Extra mostra hoje, mesmo sem nenhum destaque, que taxistas que fazem ponto no Centro do Rio estão apavorados porque surgiu uma milícia chefiada por policial militar aposentado que quer “cobrar taxa de proteção” para poderem estacionar. Até na Zona Sul e na Tijuca já há trechos onde os moradores são obrigados a pagar “taxa de proteção” a milicianos.
O que Cabral fez foi entregar o Rio à própria sorte, ou melhor, entregar nas mãos dessas quadrilhas que infernizam a vida de todos, cobram ágio pelo gás e "proteção" aos moradores e comerciantes e não vai demorar, vão estar cobrando pedágio dos pedestres para atravessarem de um bairro para outro.
A situação é dramática e assustadora, mas a mídia finge que não vê a realidade e a sociedade civil está adormecida. As coisas vão de mal a pior e as conseqüências serão trágicas para o Rio de Janeiro. Só não vê quem não quer.
Em tempo: Reproduzo mais uma vez as fotos da amizade fraterna entre Cabral e Natalino e Jerominho, e depois com o Claudinho da Academia, o representante do traficante Nem na política. Por conta dessas amizades o Rio paga mais caro o botijão de gás.