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quarta-feira, 26 de julho de 2017

21/07/2017

09:25

Fala Garotinho - 21 de julho de 2017

21/07/2017

07:54

Michel Temer despreza o Rio de Janeiro

Reproduções das capas do Globo e do Dia
Reproduções das capas do Globo e do Dia



O que aconteceu ontem em Brasília, com todo o respeito, não passou de uma palhaçada. Temer usou a tragédia e o caos na segurança pública do Rio somente para aparecer, fingir que está agindo. E Pezão deu prosseguimento à farsa para dizer que está agindo. Anunciaram um reforça da Força Nacional de Segurança, que já foi prometido, só que não chegou. Nada de novo aconteceu nem ficou acordado na reunião, como mostram as capas dos jornais do Rio de Janeiro.

Vou ser muito franco. Pelo desprezo que Michel Temer demonstra pelo nosso estado nenhum dos 46 deputados federais da bancada do Rio de Janeiro pode votar contra a denúncia que irá a plenário em agosto. Os deputados fluminenses têm, mais do que nunca, a obrigação moral de votar pela aceitação de denúncia contra Temer, pelo que ele fez e por ter abandonado o Rio de Janeiro à própria sorte.

Os deputados que traírem o povo do nosso estado terão seus nomes amplamente divulgados.

20/07/2017

18:24

E o Troféu Pinóquio vai para... Pezão

O governador Pezão aprendeu com Cabral e se transformou num mentiroso patológico. É uma mentira atrás da outra. Ele diz que foi para o spa porque senão "ia morrer". Ora, não dá pra levar a sério. Qualquer pessoa que corre risco de vida se interna num hospital, não é num spa de luxo. Além do mais um paciente com um quadro grave não interrompe o tratamento e viaja para uma reunião, mesmo que seja para retornar em seguida. Deve achar que todo mundo é idiota. Aliás, nas redes sociais os servidores não perdoaram a temporada de Pezão no spa.



20/07/2017

16:50

Michel Temer e Rodrigo Maia afinados na hora de meter a mão no bolso da população

Reprodução da Época
Reprodução da Época

Michel Temer assumiu o governo em 2016 prometendo botar ordem na casa, controlar os gastos e trabalhar pelo equilíbrio fiscal. Mas ficou só no discurso. Para não ser colocado para fora do Palácio do Planalto perdoa dívidas milionárias, até bilionárias no caso dos bancos, gasta irresponsavelmente para beneficiar parlamentares. Não há ajuste fiscal que funcione dessa forma. Por isso vai aumentar o imposto sobre os combustíveis. E, lógico, com esse aumento tudo vai subir de preço. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia bate palmas, defende o aumento do imposto e promete ajudar a aprová-lo na Câmara. Tudo para bancar a farra do governo Temer na distribuição de benesses e emendas a deputados e empresas deles ou de parentes. E, claro, nós é que vamos pagar por tudo isso.

20/07/2017

15:29

A goela larga de Aécio Neves

Reprodução do Forum
Reprodução do Forum

O publicitário Marcos Valério está esperando a homologação de sua delação premiada pelo STF. Valério revelou detalhes ao MPF dos esquemas do PSDB e do PT. Mas contou também sobre os 2% que, segundo ele, Aécio Neves embolsava de todos os contratos de publicidade do Banco do Brasil desde o governo FHC. É mais um fato que exibe o verdadeiro Aécio Neves, não o "bom moço", como era tratado pela mídia até virem à tona os esquemas de corrupção.

Aliás, já pensaram se Aécio Neves tivesse sido eleito presidente no lugar de Dilma? Sim, porque Dilma, até hoje não apareceu em nenhum episódio onde tivesse embolsado dinheiro para si. Já Aécio, pelo apetite por propinas que hoje o Brasil conhece, meu Deus!

20/07/2017

13:46

O exemplo de Rosinha Garotinho

Reproduções do Globo e de O Dia
Reproduções do Globo e de O Dia

Muitas pessoas nas redes sociais estranham o fato de que eu e Rosinha trabalhamos, quando isso é uma coisa perfeitamente normal numa sociedade civilizada. O fato de outros políticos terem enriquecido na vida pública e depois que saem dos cargos nunca mais trabalharem para sustentar sua família e suas despesas pessoais não pode ser generalizado.

Quando voltei a ocupar o microfone da Rádio Tupi há alguns meses também surgiram comentários tentando relacionar o fato a algum interesse político, esquecendo que sou radialista há 40 anos, tenho minha carteira de trabalho assinada há mais de 30 anos, e nunca deixei de exercer a minha profissão. Se outros políticos enriqueceram e não precisam trabalhar é problema deles. Eu e Rosinha vivemos do nosso trabalho, não entramos na política para enriquecer, e mantenho o desafio que sempre fiz aos meus adversários, sem resposta de qualquer um deles, de mostrar qualquer indício de enriquecimento ilícito meu ou dela.

Teve até quem criticasse dizendo que era uma vergonha. Pois eu tenho muito orgulho da minha mulher e admiro sua aptidão para as artes e sua disposição para o trabalho. Quem deveria sentir vergonha são mulheres como Adriana Ancelmo (mulher de Sérgio Cabral) e Cláudia Cruz (mulher de Eduardo Cunha), que levavam uma vida de dondocas às custas do dinheiro roubado do povo pelos seus maridos. No caso de Adriana Ancelmo pior ainda, afinal ela participou da roubalheira. Isso sim é motivo de vergonha.

Aliás, vejam abaixo como ficou o quarto do nosso neto, o Vicente, filho da Clarissa e do Marcos, e alguns exemplos do trabalho de Rosinha. Aliás, ela manda avisar que está aceitando encomendas. Quem se interessar pode manter contato pelos comentários do blog.



20/07/2017

12:12

A demagogia desumana do prefeito João Doria

Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247

Esse prefeito de São Paulo, João Doria é uma versão piorada dos ex-prefeitos do Rio, Cesar Maia e Eduardo Paes que adoravam aparecer para as câmeras. Maia começou pegando uma vassoura e fingindo que varria o Sambódromo. Depois tomou gosto pela coisa e volta e meia fazia gracinhas. Eduardo Paes, que foi seu pupilo, foi muito mais longe, chegou a subir em árvores para podar os galhos. Mas nenhum deles, é preciso reconhecer, chegou aos pés da demagogia de João Doria em São Paulo. Doria manda os funcionários da prefeitura acordarem os moradores de rua que dormem nas calçadas do centro paulistano com jatos de água fria. É para desocuparem as calçadas para os pedestres. Nada mais desumano. Ontem à noite, para aparecer, vestiu uniforme da Defesa Civil e foi distribuir cobertores aos moradores de rua. Alguns reclamaram que de manhã os cobertores ficam encharcados com os jatos d'água da prefeitura, outros o chamaram de assassino. Doria saiu de fininho. Que vergonha!

20/07/2017

09:25

Fala Garotinho (Quinta, 20/07/2017)

20/07/2017

07:37

Governo acabou, não passa de um balcão de negócios

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

Negociações políticas envolvendo cargos fazem parte dos regimes democráticos, evidentemente, dentro de um certa relatividade. No Brasil essa prática tem sido abusiva ao longo dos anos, nuns governos mais, em outros menos. Mas o que está acontecendo no governo Temer ultrapassou todos os limites. O Palácio do Planalto virou uma espécie de "armazém de secos e molhados", onde se negocia tudo. O governo acabou, não passa hoje de um balcão de negócios visando salvar o mandato de Michel Temer. E nada mais funciona. Num momento em que se precisa mais do que nunca de um governo que trabalhe muito, o que vemos são ministros negociando votos na Câmara, em vez de implementarem ou gerirem políticas públicas. Desse jeito não sei onde o Brasil vai parar.

19/07/2017

15:38

Governo Pezão não tem pressa para vencer a crise

Secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa; Procurador Geral do Estado, Leonardo Espindola; Pezão; e Francisco Dornelles
Secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa; Procurador Geral do Estado, Leonardo Espindola; Pezão; e Francisco Dornelles

O Estado do Rio está abandonado. Pezão relaxa no spa de luxo até o final de semana. O secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa em vez de apressar a negociação com o governo federal sobre a recuperação fiscal aproveitou que o chefe está fora e pegou um avião para passar uns dias em Nova Iorque. Cabe ao governador em exercício, Francisco Dornelles tomar conta do governo. O problema é que Dornelles, com seus 82 anos e a saúde debilitada, não tem mais vigor para a assumir tal responsabilidade. Só chega ao Palácio Guanabara para trabalhar às dez da manhã, depois do almoço precisa descansar e volta cedo para casa. A verdade é que Dornelles finge que governa, está perdido no meio do tiroteio, ainda mais que nos últimos meses esteve afastado, foi operado e ficou um período internado, ou seja, está completamente por fora. É uma situação deprimente.

19/07/2017

13:04

"O que faz a justiça é o ser justo"

Li com atenção e respeito as mais de 200 páginas das alegações finais apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral, na pessoa do promotor Leandro Manhães, na ação penal denominada Operação Chequinho.

Estou surpreso! Embora com um esforço retórico invejável não conseguiu apontar nenhuma prova dos crimes que ele diz que pratiquei. Diria mais, qualquer juiz que ler o relatório pensará se tratar de uma questão pessoal do promotor contra mim, pois não encontra na peça acusatória nenhum motivo concreto, apenas citações, insinuações, tabelas que se referem a outras pessoas, e uma sucessão de inverdades, erros históricos, erros fáticos, e o que é pior, até erros de português.

Para tentar suprir o mais flagrante erro deste processo, que é a incompetência do juízo da 100ª Zona Eleitoral, já que o primeiro ato foi praticado pela 75ª Zona Eleitoral, que depois remeteu o processo à 76º Zona Eleitoral, o promotor faz uma ginástica jurídica que mais parece Daniele Hypólito, mas não consegue medalha de ouro. É visível que o processo, à revelia da lei, foi direcionado para onde o promotor quis.

O promotor também esconde em sua peça os atos arbitrários praticados pela Polícia Federal, especialmente pelo delegado Paulo Cassiano, que vão da mudança de depoimentos sob tortura até a invocação de “pessoas que sob o manto do anonimato garantiram a existência do esquema criminoso”.

São tão vazias de fundamentação as alegações finais que o promotor chega a reproduzir uma matéria publicada por vários jornais, atribuindo a perda do tempo de televisão do PR a mim, o que depois foi desmentido pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral e pelo presidente nacional do partido, Antônio Carlos Rodrigues. Seus olhos só alcançaram a matéria, não viram o desmentido.

No auge de seus delírios acusatórios, o promotor chega a afirmar que eu influenciei o sistema de distribuição eletrônica de processos do TSE para que meus recursos chegassem à ministra Luciana Lóssio. Loucura! Todo mundo sabe que a distribuição é feita através de um sistema complexo de algoritmos, impossível de ser manipulado.

Em outro trecho troca datas, me atribui cargos que eu não ocupei, trata de assuntos completamente descabidos sem nenhuma relação com a acusação, demonstrando na verdade algum ressentimento ou quem sabe até mesmo uma perseguição política por motivos que desconheço.

A certa altura é tamanha a sua confusão que afirma que estive com o ministro do STF, Alexandre de Moraes buscando atrapalhar as investigações, quando o mesmo ainda era ministro da Justiça, e meu encontro com ele referia-se, como foi noticiado há época, a uma representação junto à Corregedoria da Polícia Federal (que o delegado Paulo Cassiano responde), pelos abusos que ele vinha praticando durante a operação.

Sem conseguir nenhum depoimento que afirme que ofereci Cheque Cidadão em troca de voto, o promotor então diz que um homem com a minha experiência política e administrativa não poderia deixar de saber o que estava acontecendo, já que, pela minha longa trajetória político-administrativa, seria impossível que tais fatos ocorressem sem o meu conhecimento e consentimento.

Vocês sabem que desde o início tenho dito que formou-se em Campos uma aliança política, jurídica e midiática, que extrapola as divisas da cidade, e cujos interesses vão muito além de questões processuais. Não houve crime algum, o promotor sabe disso, o delegado mais ainda, e o juiz que vai julgar a causa, embora desde o início tenha tido um comportamento, a meu ver equivocado, negando pedidos de diligências, cerceando o direito de defesa, autorizando gravações dos depoimentos das testemunhas de acusação, e negando o mesmo às testemunhas de defesa, inclusive a gravação do meu próprio depoimento, está diante de uma situação difícil.

O pedido do Ministério Público é tão desprovido de provas, de argumentação, que uma condenação o deixaria numa situação delicada perante seus pares.

Um juiz que referenda os delírios de um promotor que afirma que eu interferi no sistema de distribuição processual do TSE, coloca sob dúvida a honestidade do presidente da maior Corte Eleitoral do país, o ministro Gilmar Mendes.

O juiz Ralf Manhães se der uma sentença condenatória estará confirmando a afirmação tresloucada do promotor Leandro Manhães, que eu me reuni com um ministro do STF, há época ministro da Justiça, Alexandre de Moraes com a intenção de obstruir a Justiça.

Confesso que tanto meus advogados atuais como os que anteriormente atuaram na causa fizeram um esforço tremendo para mostrar a minha inocência já que o promotor Leandro Manhães, movido por um sentimento de ódio, e o delegado Paulo Cassiano, pelo sentimento de vingança, criaram um cenário de demonização da minha pessoa para o aniquilamento do meu grupo político na cidade. Mas após ler as alegações do referido promotor digo, com absoluta tranquilidade, daqueles que têm certeza de sua inocência, e com a devida gratidão aos meus advogados, mas o melhor advogado da minha defesa é o promotor Leandro Manhães. Sua peça acusatória, além de me absolver, condena a ele próprio.

Talvez se tivesse atentado aos ensinamentos de Ruy Barbosa sobre justiça, o promotor Leandro Manhães não teria escrito as alegações finais movido por interesses, que repito, não estão nos autos do processo nem nas páginas de suas alegações derradeiras. Dizia o patrono da advocacia, Ruy Barbosa: “Saudade da justiça imparcial, exata, precisa, que estava ao lado da direita, da esquerda, do centro, dos fundos, porque o que faz a justiça é o ser justo. Tão simples e tão banal. Saudade da justiça pura, imaculada, aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também, que tanto faz quem dá mais, pode mais, fala mais. Saudade da justiça capaz...”

19/07/2017

09:28

Fala Garotinho - 19 de Julho de 2017

18/07/2017

17:28

Enquanto servidores fazem fila por cesta básica, Pezão descansa em spa de luxo

É um deboche com a população e os servidores estaduais. A assessoria de Pezão informou que ele está pagando a despesa no spa de luxo, em Penedo, no sul fluminense, do próprio bolso. Ora, eu só queria que me explicassem como Pezão consegue a mágica de, ganhando 15 mil líquidos, pagar por uma semana no spa mais do que o salário mensal?

18/07/2017

16:00

Festa do povo na reabertura do Restaurante Popular de Campo Grande

Foi emocionante acompanhar a reabertura do Restaurante Popular de Campo Grande, um projeto criado por mim e mantido no governo Rosinha, mas que Cabral abandonou e Pezão acabou. Parabéns ao prefeito Marcelo Crivella pela iniciativa e a minha filha, Clarissa Garotinho, que como secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação está à frente desse programa na Prefeitura do Rio. Em agosto será reaberto o restaurante de Bangu e depois será a vez do de Bonsucesso.

Assista a matéria da TV Record

Reprodução do Extra
Reprodução do Extra


18/07/2017

13:58

Exclusivo! A verdade sobre a recuperação fiscal do Rio de Janeiro

Pezão coloca a mão na cabeça durante reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles durante discussão sobre a recuperação fiscal do Rio
Pezão coloca a mão na cabeça durante reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles durante discussão sobre a recuperação fiscal do Rio

Depois de muito estudo e buscando material consistente para tratar desse assunto, chegamos à conclusão que o Estado do Rio, além de cair numa armadilha, vai piorar sua situação fiscal e financeira em médio e longo prazo, e ainda irá inviabilizar totalmente as próximas administrações estaduais.

O Estado do Rio enquadra-se em todas as condições para aderir ao regime de recuperação fiscal, tamanha a irresponsabilidade dos governos Cabral – Pezão. Os requisitos são os seguintes:

1 – Receita corrente líquida anual menor que a dívida consolidada ao final do exercício financeiro anterior ao do pedido de adesão ao regime de recuperação fiscal, nos termos da Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).

2 – Despesas liquidadas com pessoal apuradas na forma do artigo 18 da Lei Complementar 101/2000, com juros e amortizações, que somados representem no mínimo 70% da receita corrente líquida aferida no exercício financeiro anterior ao pedido de adesão ao regime de recuperação fiscal.

3 – Valor total de obrigações contraídas maior que as disponibilidades de caixa, e equivalentes de caixa de recursos sem vinculação, a ser apurada na forma do artigo 42 da Lei Complementar 102/200.
- O estado que aderir ao regime de regime de recuperação fiscal deverá desistir de todas as ações judiciais que tenha contra a União ou contratos de dívidas administrados pela Secretaria do Tesouro Nacional. Por exemplo: o estado tem a receber milhões de compensação da Lei Kandir, a partir do momento da assinatura do acordo não poderá mais cobrar na Justiça, nem mesmo contra empresas estatais, a maior pendência do Estado do Rio hoje é com a Petrobras.

Isso é só uma parte do absurdo. Vejamos outros requisitos:

1 – Autorização de privatização de empresas dos setores, financeiro, de energia, de saneamento e outros, com vista à utilização dos recursos para quitação de passivos. No caso específico do Rio, a Assembleia Legislativa autorizou dar a Cedae como garantia de um empréstimo de R$ 3,5 bilhões, cujo plano de recuperação fiscal da União autoriza que seja feito com instituição pública ou privada, e no caso de não quitação, a empresa (Cedae) é transferida para o banco que emprestou o dinheiro. Ou seja, a Cedae já está vendida.

Durante a vigência do regime de recuperação fiscal ficam VEDADOS ao Estado:

1 – A concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste, adequação de remuneração dos membros dos poderes ou de órgãos, de servidores e empregados públicos e de militares, exceto aqueles provenientes de decisão judicial transitada em julgado.

2 – A criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa.

3 – A alteração da estrutura de carreira que implique em aumento de despesa.

4 – A admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas a reposição de cargos de chefia e de direção, que não acarrete aumento de despesa.

5 – A realização de concurso público, ressalvada a hipótese de reposição por vacância.

6 – A criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza em favor dos membros dos poderes, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, e de todos os servidores e empregados públicos e militares.
- Resta saber se as vantagens que recebem hoje os membros do Poder Judiciário e do MP do Rio de Janeiro serão mantidas ou não poderão ser ampliadas.

7 – A criação de nenhuma despesa obrigatória de caráter continuado.

Existem inúmeras outras situações que inviabilizam completamente os governos futuros, mas chamo a atenção agora para outro ponto importante, o artigo 6 do quarto capítulo:

“O conselho de supervisão criado para o período do regime de recuperação fiscal dos estados será composto de três membros titulares e três suplentes, que tenham experiência profissional e conhecimento técnico na área de recuperação judicial de empresas, conhecimento técnico de finanças públicas e notório saber financeiro.

Parágrafo 1º - O conselho de supervisão terá a seguinte composição: um membro indicado pelo ministro de Estado da Fazenda, um membro entre auditores federais de controle externo, indicado pelo Tribunal de Contas da União, e um membro indicado pelo estado em regime de recuperação fiscal.”

Ou seja, as decisões serão sempre por maioria, e qualquer decisão de um dos envolvidos, seja Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública terão que ser aprovadas por esse conselho, onde o controle é da União, ferindo frontalmente o princípio das autonomia dos estados e dos poderes. Imaginem que o presidente da Alerj, o governador do estado, o presidente do Tribunal de Justiça e o procurador do MP estadual estarão subordinados a uma decisão, que terá que ser referendada ou não por um técnico indicado pelo ministro da Fazenda, no que diz respeito aos seus gastos orçamentários e fundos.

A Lei Complementar 159, publicada no Diário Oficial da União, no dia 22 de maio de 2017, convalidada pela Lei Estadual 7.629, publicada no Diário Oficial do dia 9 de junho de 2017 tem tantos absurdos que não dá para explicar tudo em uma única matéria.

A forma de pagamento das parcelas que o Estado deixará de honrar pelo período de três anos, podendo ser renovado por mais três, é draconiana. As outras medidas são uma verdadeira intervenção federal e uma decretação pública, por meio de lei, da falência do Estado. Por isso é necessário, antes que este acordo seja assinado entre as partes, seja discutido pela sociedade organizada, seus representantes, como deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores, representantes empresariais, sindicatos de trabalhadores, pois o texto guardado a sete chaves, e não publicado em nenhum jornal vai muito além do que tem se dito até agora, e a sobrevida dada às finanças públicas do Rio de Janeiro é mínima, não resolvendo sequer a garantia de pagamento dos servidores estaduais no próximo ano.

Amanhã, continuaremos explicando, passo-a-passo, essa bomba relógio, que precisa ser desarmada o quanto antes.

18/07/2017

12:32

Garotinho responde perguntas dos seguidores no Facebook



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