Visitantes online : 1577 sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
13/01/2017 18:11
Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247


Lula está botando o pé na estrada como se estivesse em campanha, e está, só não é oficialmente porque não há eleição prevista no calendário agora. Age como candidato, fala como candidato, mas subestima a inteligência da população, tenta iludir os mais humildes. Eu sou crítico do governo Temer, questiono sua legitimidade, mas seria insanidade minha atribuir-lhe a culpa pela crise econômica que o Brasil vive. Pode até se questionar se havia ou não motivos para o impeachment de Dilma, uns dizem que sim, outros que não, mas ninguém tem qualquer dúvida de foi o seu governo que conduziu a economia na direção errada. Até acho que Temer deveria ter tomado medidas mais eficazes para reverter o atual quadro econômico, principalmente o desemprego, mas a culpa por termos chegado a essa crise tem na origem a eleição de 2014, para reeleger Dilma, o governo petista enfiou o Brasil no atoleiro, e Lula sabe disso e tem culpa no cartório.

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13/01/2017 17:06


Pelo que diz o Regimento Interno da Câmara, Rodrigo Maia não poderia ser candidato à reeleição para a presidência da Casa. Mas isto aqui é Brasil, interpretam-se as legislações da maneira que for mais conveniente. O Palácio do Planalto finge que não está se metendo na eleição para a Câmara. Rodrigo Mais nega que receba apoio de Michel Temer e seus governo. Mas todo mundo sabe que estão juntos e misturados, tanto assim que Maia já promete cargos no governo. O risco é rachar a base do governo, mas obviamente Temer vai fazer uma reforma para acomodar todo mundo. O "é dando que se recebe" segue de vento em popa, nada mudou.

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13/01/2017 15:38
Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online


É claro que com mais de 12 milhões de desempregados e com a previsão de mais 1,2 milhões que perderão seus empregos até a metade do ano o risco de tensão social é naturalmente grande. Mas além disso, a partir de fevereiro, com o fim do recesso do Congresso, as centrais sindicais pretendem colocar o bloco na rua para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária. E aproveitando essa onda movimentos sociais, principalmente ligados ao PT, querem promover o "Fora Temer". Somados esses ingredientes há uma grande incerteza que cria apreensão para o Palácio do Planalto. O que vai acontecer não dá para prever, mas se a economia demorar a andar para frente não tenho dúvidas de que veremos de novo grandes manifestações nas principais cidades do país. A situação é altamente inflamável.

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13/01/2017 14:25
Reprodução do Globo
Reprodução do Globo


O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília, que autorizou a operação de hoje da Polícia Federal deixa claro no seu despacho que Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Michel Temer e Eduardo Cunha integravam uma organização criminosa: "(...) Consta dos autos que, valendo-se do cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, agia internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para outros membros do grupo criminoso composto, ainda, por Eduardo Consentino da Cunha, Fábio Ferreira Cleto e Lúcio Bolonha Funaro, para que, co isso, pudessem obter vantagens indevidas juntos às empresas beneficiárias dos créditos liberados pela instituição financeira".

Geddel sabia o que esperava, por isso pediu demissão para não constranger Temer ainda mais. Já para Eduardo Cunha, que aguarda o julgamento do seu pedido de habeas corpus, marcado para o próximo dia 8, no STF, é mais uma complicação.

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13/01/2017 13:01
Reprodução do R7
Reprodução do R7


Essa reportagem do R7 já mostrava há dois anos que o escritório de advocacia que tem como sócios, Flavio Cautiero Horta Jardim Jr., sobrinho de Pezão, e Roberto Horta Jardim Salles, enteado do governador, passaram a ser contratados por diversas empreiteiras que fizerem obras para o Estado na época em que Pezão era secretário de Obras de Sérgio Cabral. Na lista das empreiteiras está a Delta, de Fernando Cavendish. É muita coincidência! É exatamente o mesmo esquema do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, que cresceu tendo como clientes empresas contratadas pelo Estado na gestão de Cabral. Isso deveria ser investigado a fundo pelo Ministério Público Estadual. Está na cara que tem caroço nesse angu.

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13/01/2017 08:53
A mentira sobre a dívida da Prefeitura de Campos


A equipe do prefeito interino de Campos, Rafael Diniz tentando criar um factóide para um governo que fala muito e trabalha pouco publicou ontem que a prefeita Rosinha Garotinho deixou em caixa quase R$ 25 milhões. Para justificar as maldades que vem fazendo contra o povo, em especial o funcionalismo público, afirmou também que a prefeita deixou um montante de dívidas superior a R$ 2,4 bilhões. É uma mentira tão descabida que o prefeito não teve nem coragem de anunciar, pediu ao secretário para fazê-lo. Vamos rebater ponto por ponto da desonestidade intelectual apresentada como caixa-preta pelo governo Rafael Diniz.

A maior parcela apresentada, R$ 1,3 bilhão refere-se a cessão de crédito dos barris de petróleo negociados pelo governo com a Caixa Econômica Federal. As prestações variam entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões, e Rosinha quando saiu deixou o mês de dezembro pago. O valor que o secretário considera como dívida são as prestações a serem pagas pelos próximos 10 anos, portanto não existe dívida de curto prazo que possa comprometer o governo.

O segundo maior número refere-se à existência de R$ 516 milhões que o próprio secretário afirma ser de longo prazo com o INSS. A prefeita Rosinha ao assumir, para regularizar a situação da prefeitura e obter certidão positiva pegou todos os débitos existentes de INSS antes do seu governo e parcelou em 15 anos. A parcela do mês de dezembro foi quitada antes dela sair, portanto também está rigorosamente em dia.

Outra situação absurda apresentada como dívida no valor de R$ 61 milhões são precatórios do Tribunal de Justiça do Rio que vão vencer nos próximos anos. Os precatórios com vencimento em 2016 ano foram rigorosamente quitados, conforme pode atestar o próprio Tribunal de Justiça do Rio.

Outro parcelamento rigorosamente em dia, apresentado como dívida, no valor R$ 153 milhões é com a Previ Campos. O próprio secretário se contradiz quando fala que é parcelamento. As parcelas referentes ao ano de 201 foram todas quitadas, estando portanto rigorosamente em dia.

Outro absurdo também apresentado como dívida de longo prazo de FGTS são R$ 45 milhões. Neste caso nem certeza de dívida há. Refere-se a uma discussão entre a Prefeitura e o Ministério do Trabalho, onde o município pagou aos funcionários um Fundo de Garantia com recursos dos royalties, e agora tenta ser ressarcida do dinheiro depositado na Caixa Econômica, já que adiantou o valor dos depósitos aos funcionários. O próprio sindicato dos servidores foi intermediário na negociação. Essa suposta dívida portanto não existe.

Outros R$ 34 milhões de restos a pagar, empenhados em 2016, são despesas cujo vencimento se dá no último dia do mês, portanto 31 de dezembro e as notas precisam ser validadas pelas respectivas secretarias. Por exemplo: a coleta do lixo do mês de dezembro é conferida até 31 de dezembro, a nota então precisa ser atestada pelo secretário até o dia 10 de janeiro para ser paga no dia 15. Sempre foi assim, e não se pode pagar notas que não estão devidamente processadas e atestadas, pois isso se caracterizaria como crime.

As afirmações mentirosas do secretário chegam à loucura de afirmar que um valor de R$ 907 mil é devido ao TRT. Se ele mesmo afirma que Rosinha deixou R$ 25 milhões em caixa por que deixaria de pagar pouco mais de R$ 900 mil ao Tribunal Regional do Trabalho?

Existem outros números e afirmações inverídicas, que o secretário de Controle afirma serem dívidas que na verdade são uma manobra falaciosa de um governo que ainda não percebeu que a eleição acabou e ainda não começou a trabalhar.

A mentira traz um lado positivo, dos R$ 25 milhões que Rosinha deixou em caixa, quase R$ 5 milhões estão destinados ao pagamento dos RPAs (terceirizados) da prefeitura, que venceria no dia de janeiro e ela fez questão de disponibilizar o dinheiro. Se existe dinheiro por que o senhor Rafael Diniz não quer pagar a quem trabalhou?

A maioria dos municípios do nosso estado deixou os funcionários com 3 meses de atraso e sem pagar o 13º salário. Além de ter pago o salário de dezembro dentro do mês, a prefeita Rosinha fez questão de quitar integralmente o 13º antes do Natal. Os principais programas sociais, como Cheque Cidadão para 28 mil famílias, que o prefeito agora vai reduzir para 12 mil, a Passagem Social, que Rafael Diniz ora diz que vai manter, ora diz que vai acabar, também foi paga antes do Natal.

Como esclareceu ontem Rosinha (vide postagem abaixo), a afirmação só pode ser atribuída a desconhecimento ou incompetência, ou ainda as duas coisas juntas, que na minha opinião é o mais provável. Como dizia Chacrinha, o velho guerreiro, quem nunca comeu melado quando come se lambuza. Aliás, ditado muito apropriado para o atual prefeito Rafael Diniz, que vem a ser neto do ex-prefeito Zezé Barbosa, chamado pelos políticos na época como o "rei do melado".

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12/01/2017 20:34


A ex-prefeita Rosinha Garotinho desmentiu categoricamente que tenha deixado dívidas à frente do município de Campos no valor afirmado pelo secretário municipal de Controle, da equipe do prefeito provisório Rafael Diniz: "Há duas hipóteses para tal afirmação: incompetência ou desconhecimento, há também uma terceira; as duas coisas juntas."

Ao sair do governo além de deixar os salários em dia com o mês de dezembro pago e o 13° quitado, Rosinha pagou os programas sociais dentro do mês de dezembro.

"É um absurdo dizer que deixamos dívidas de R$ 61 milhões em precatórios com o Tribunal de Justiça, tudo que foi pago dentro do ano de competência, os precatórios de anos seguintes devem ser pagos conforme manda a lei, em seus respectivos vencimentos" acrescentou Rosinha.

Rosinha afirmou também que é no mínimo uma demonstração de ignorância atribuir parcelamentos de INSS e FGTS vindos de outros governos como se fossem dívidas deixadas pelo seu governo.

"Talvez essa seja uma forma de explicar o despreparo do atual prefeito que até agora só anunciou extinção de programas sociais e cortou benefícios dos funcionários" disse Rosinha.

Ela lembrou ainda que publicou um balancete resumido da prefeitura no dia 31 de Dezembro de 2016.

"É bom ele falar menos e trabalhar mais" finalizou Rosinha.

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12/01/2017 18:49
Reprodução do Extra online
Reprodução do Extra online


Pezão vai reenviar para a ALERJ o projeto que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%, além de um cota mensal extra provisória de mais 6%. Quer penalizar mais uma vez os servidores pela roubalheira do seu governo e do de Cabral. Em compensação o MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) vai protocolar amanhã na Assembleia Legislativa mais um pedido de impeachment de Pezão e seu vice, Francisco Dornelles. Como disse mais cedo no Papo do Blog, por muito menos do que Pezão fez, Dilma foi cassada. Pezão já cometeu vários crimes de responsabilidade, já mostrei isso aqui no blog, já era para ter sofrido o impeachment há muito tempo. Agora Jorge Picciani ameaça abrir o processo de impeachment, caso Pezão não regularize o pagamento dos servidores, mas todo mundo sabe que isso - por enquanto - é da boca para fora, é só pressão para ganhar mais vantagens. Os servidores precisam se mobilizar e conquistar o apoio da sociedade civil organizada para pressionar os deputados estaduais, caso contrário, o impeachment não vai sair.

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12/01/2017 17:38
Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online


Hoje, conforme poderão ver abaixo, as empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro publicaram nota oficial nos jornais do Rio de Janeiro para reclamar da decisão do vice-prefeito e secretário de Transportes, Fernando Mac Dowell de não autorizar aumento das passagens. O documento é uma chantagem explícita que ameaça deixar a população a pé, alegando prejuízos incontornáveis. Ora, os donos das empresas de ônibus tiveram sucessivos aumentos acima da inflação nos 8 anos da gestão de Eduardo Paes, além de isenções de ISS, ICMS, redução do IPVA, ou seja, tiveram lucros exorbitantes, mas não cumpriram nem o contrato que obrigava todos os coletivos terem ar condicionado até o final de 2016. Mas assim mesmo não estão satisfeitos e querem sempre mais. É bom o prefeito Marcelo Crivella se preparar porque essa turma não hesitará em prejudicar a população para forçar o aumento das passagens. Tem que se manter firme e punir as empresas que porventura façam algum tipo de locaute.

Já as passagens intermunicipais como é com Pezão, o aumento veio generoso, acima da inflação, e entra em vigor na próxima segunda-feira.


Comunicado publicado hoje nos jornais do Rio
Comunicado publicado hoje nos jornais do Rio


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12/01/2017 16:15
Reprodução do blog de Ricardo Noblat
Reprodução do blog de Ricardo Noblat


É natural que os advogados do casal Cabral não tenham ilusões quanto a ele ser solto, mas mantenham a esperança dela conseguir um habeas corpus. Mas quanto a provas sobre Adriana Ancelmo ter recebido propinas em dinheiro vivo já existem e são contundentes. Só se o STJ for muito "misericordioso", para usar a expressão do jornalista Ricardo Noblat, é que Adriana Ancelmo deixará Bangu. É só lembrar o caso das mochilas com R$ 300 mil que Luiz Carlos Bezerra levava todas as sextas-feiras ao escritório da ex-primeira-dama.

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12/01/2017 15:06
Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online


Com certeza o Petrolão já garantiu ao Brasil um lugar no livro dos recordes (Guiness Book) na categoria "maior escândalo de corrupção". Estamos falando de R$ 6,4 bilhões de propinas. A força-tarefa da Lava Jato já conseguiu a repatriação de R$ 745 milhões, além do bloqueio de bens avaliados em R$ 2,4 bilhões, mas ainda há R$ 3,3 bilhões voando. Um exemplo é o caso de Eduardo Cunha. É elementar as que as contas que foram achadas na Suíça não representam nem 10% do que Cunha recebeu em propinas. O mesmo vale para a quadrilha de Sérgio Cabral. Muito dinheiro ainda vai aparecer em contas, empresas off shore, mansões, apartamentos, iates, carrões, fazendas, cavalos, joias e outros bens.

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12/01/2017 13:39
Reprodução de O Dia
Reprodução de O Dia


Pezão insiste nessa conversa fiada, uma farsa, de que a queda do preço dos royalties do petróleo está na origem da falência do Estado. Pura balela! A questão dos royalties é decisiva para os municípios fluminenses, alguns deles tinham mais de 60% de sua receita atrelada a essa receita. Mas no caso do Estado o dinheiro dos royalties representa menos de 10% de toda a receita. Então Pezão, para de falar bobagens, a crise é fruto da roubalheira e da irresponsabilidade, sua e de Cabral, e c'est fini.

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12/01/2017 12:24
Reprodução da Tribuna da Internet
Reprodução da Tribuna da Internet


Só é importante acrescentar que tudo o que está nesse artigo, há muito tempo eu falava, mas na época ninguém queria acreditar, preferiam bater palmas para Beltrame. Só agora é que as pessoas caíram na real sobre quem é o verdadeiro Beltrame.

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12/01/2017 08:42
PMDB da Lava Jato perto de acordo com PMDB da Calicute


Desde ontem os telejornais e também os jornais de hoje anunciam que o acordo entre o governo do Rio de Janeiro e o governo federal está praticamente fechado. Serão adiados pagamentos de dívidas por 3 anos, a privatização da CEDAE, antecipação de royalties, além de uma operação bancária, que segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles terá que ser com um banco privado. Em contrapartida o Estado terá que diminuir o gasto com pessoal efetivo, reduzir jornada de trabalho cortando salários, aumentar a contribuição previdenciária de 11% para 14%, entre outras medidas.

A situação do Estado do Rio faz lembrar a daquele paciente terminal que no desespero para viver mais alguns dias aceita qualquer coisa, qualquer remédio novo que surgir ele está tomando mesmo que depois venha a sofrer efeitos colaterais. Como a situação é terminal qualquer dia a mais de vida é lucro.

Não pretendo emitir nenhum juízo de valor sobre o acordo enquanto não conhecer todas as medidas, que a princípio vejo em algumas delas desrespeito à Constituição, aos direitos adquiridos e à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O meu ponto central é outro. Será que o senhor Luiz Fernando Pezão ainda tem, depois de toda a roubalheira do governo Sérgio Cabral, onde ele foi vice e secretário de Obras, um mínimo de legitimidade para implementar este acordo?

Durante os governos Lula e Dilma, o Rio recebeu montanhas de dinheiro e está quebrado. Pezão participou de tudo e é responsável direto pela falência financeira e a corrupção que corroeu Estado nos últimos dez anos. Não seria mais razoável o governo federal tocar este plano com atores políticos mais confiáveis do que Pezão, Jorge Picciani e outros nomes que se repetem desde a era Cabral?

Os funcionários públicos querem receber o seu salário, precisam e merecem, mas colocar mais dinheiro dos integrantes da Calicute é "jogar pérolas aos porcos". Até as palmeiras do Palácio Guanabara sabem que os principais laranjas de Cabral continuam soltos, e ele próprio, o ex-governador preso, é hoje o maior credor junto às dívidas do Estado, através de empresas de fachada onde ele atua como sócio-oculto de diversos empresários, entre eles Arthur Cesar de Meneses Soares Filho.

Não dá para ninguém de bom senso, com um mínimo de conhecimento sobre a vida política do Rio de Janeiro acreditar minimamente que Pezão há mais de 10 anos no poder não soubesse de nada que se passava nos porões do governo estadual. É o contrário, todo mundo sabe, inclusive os procuradores federais que só o pouparam das primeiras denúncias para não transferir o caso da Justiça Federal do Rio de Janeiro para o STJ, já que Pezão tem foro privilegiado. Não é razoável injetar mais dinheiro no esquema que transferiu bilhões de reais de dinheiro público para formação de fortunas pessoais dos amigos do rei.

O governo federal tem tudo na mão, do ponto de vista legal, para junto com a Justiça, inclusive a solícita presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afastar o governador Pezão e colocar uma equipe técnica para intervir e comandar o Estado e arrumar as contas, depois que a ladroagem bateu a carteira do povo do Rio de Janeiro.

Da maneira como a coisa está sendo feita, a mensagem que se passa é que o crime compensa. Lamentavelmente os funcionários estão sofrendo, chegando ao desespero como se viu ontem na ponte Rio - Niterói. Mas não se pode pedagogicamente premiar a irresponsabilidade fiscal e moral.

Por muito menos que Pezão e Cabral fizeram no Estado, uma presidente da República foi cassada, sob a alegação de pedaladas fiscais até hoje mal explicadas. No fundo muitas pessoas justificavam seus votos a favor da cassação dizendo que mesmo que não fosse comprovado o erro fiscal, Dilma havia perdido as condições políticas e morais para comandar o país devido aos escândalos do Mensalão, Lava Jato, entre outros.

O critério que valeu para levar Michel Temer ao poder vale para injetar mais dinheiro nos quadros podres da política fluminense? Qual a garantia que esse dinheiro não irá mais uma vez se transformar em vacas, fazendas, iates, mansões, joias milionárias ou outros desvios de caráter da quadrilha que vem assaltando o Rio de Janeiro nos últimos anos?

Alguns setores que ganharam muito dinheiro para manter a aparência de normalidade no estado, como se nada estivesse ocorrendo e o Rio fosse o paraíso da eficiência na segurança, saúde e educação, alardeiam o acordo como salvação para o Estado, como já fizeram outras vezes. Mas na verdade estão defendendo seus interesses econômicos, nada mais.

Desejo muito que o nosso estado encontre uma saída urgente, mas assistir um novo filme com os mesmo atores fica difícil acreditar num final diferente.

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11/01/2017 18:50
Manchete da Folha de S. Paulo; foto do Brasil 247
Manchete da Folha de S. Paulo; foto do Brasil 247


Lula quer eleição este ano, mas não é pelo mesmo motivo que eu defendo. Para mim é uma questão de representatividade. Já para Lula - embora ele não diga - trata-se uma corrida contra o tempo. Lula sabe que pode ser condenado por Sérgio Moro na Lava Jato, mas ainda assim poderia disputar a Presidência, só ficaria como ficha suja em caso de condenação em segunda instância, por decisão colegiada. Se a eleição só acontecer dentro do calendário previsto, em outubro de 2018, até lá há o risco de uma condenação em segunda instância, que o deixaria inelegível.

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11/01/2017 17:50


Uma comissão composta de 30 motoristas, despachantes e trocadores de ônibus do consórcio União, estiveram hoje dia 11 de janeiro, na Prefeitura de Campos a fim de saber do prefeito Rafael Diniz quando ele pretende pagar o subsidio da passagem social às empresas de ônibus. Durante o governo Rosinha, a metodologia adotada era a seguinte: no início de cada mês se fazia um adiantamento e ao final de 30 dias era apurado o número de passageiros transportados e a diferença era paga aos três consórcios que operam no município, além do União, os consórcios Planície e Rogil.

Para surpresa dos rodoviários, depois de dizer que não iria atender a ninguém, a muito custo o prefeito resolveu atender a comissão para dar uma péssima notícia: não pretende continuar com a passagem social. Diz que não está entre suas prioridades. Também não garantiu nenhum pagamento desses dias trabalhados antes de 90 dias.

A comissão saiu desapontada.

Se o desapontamento da comissão foi grande, imagina o quanto não será da população, ao saber que mais uma das promessas de campanha do prefeito Rafael Diniz não será cumprida.
Atualmente, mais de 100 mil pessoas utilizam diariamente o sistema de ônibus para chegar ao trabalho no município de Campos, que devido à sua extensão territorial, quatro vezes superior à cidade do Rio de Janeiro, antes do Governo Rosinha, tinha passagem próxima a 20 reais dos distritos mais distantes. Ao longo do governo da ex-prefeita, com a implantação da passagem a 1 Real, foram repassados às empresas de ônibus ao longo de 8 anos, mais de 450 milhões de reais sob a forma de subsídios, para garantir o acesso a todos os campistas ao mercado de trabalho.

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11/01/2017 17:37
Pela manhã guardas municipais expulsam moradores de rua que dormem na Glória
Pela manhã guardas municipais expulsam moradores de rua que dormem na Glória


A nova secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher precisa conversar com o seu colega da secretaria de Ordem Pública, coronel Amêndola. Aqui perto do meu escritório, na rua da Glória, pela manhã a Guarda Municipal passa expulsando os moradores de rua que dormem nas calçadas. É provável que essa prática se repita em outros locais. Trata-se de uma rotina que vem desde Eduardo Paes, mas que não combina com a nova filosofia de Marcelo Crivella de "cuidar das pessoas" Segundo Teresa Bergher, há hoje mais de 14 mil moradores de rua na cidade do Rio, em dois anos esse contingente triplicou. Ela já anunciou ações para enfrentar o problema e merece um voto de confiança, além de que não tem responsabilidade por essa ação da Guarda Municipal. Isso tem que ser resolvido com assistência social, não com guardas municipais batendo com o cassetete no chão para acordar os moradores de rua e mandar o famoso: "Circulando!".

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11/01/2017 16:22
Reprodução do G1
Reprodução do G1


Depois que a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia concedeu duas liminares ao Estado do Rio impedindo o Tesouro Nacional de bloquear dinheiro das contas estaduais por não pagar parcelas de dívidas, a equipe do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel decidiu ir pelo mesmo caminho. No caso do Rio foram R$ 373 milhões que escaparam do bloqueio. O governo mineiro queria impedir bloqueio de R$ 1,5 bilhão, mas não teve a mesma sorte que Pezão. Apesar de ser mineira, de Montes Claros, a ministra Cármen Lúcia negou o pedido do governador Fernando Pimentel.

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