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sábado, 27 de maio de 2017

18/05/2017

16:26

Temer anuncia que não vai renunciar

18/05/2017

15:45

Sem condições de governabilidade, Temer vai renunciar

Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online

Seis partidos vão protocolar daqui a pouco mais um pedido de impeachment. Líderes de partidos aliados admitem que não há mais condições de Temer permanecer na Presidência. PPS e PSB preparam-se para deixar o governo. PSDB também fala em entregar os cargos, aliás, se os tucanos saírem o governo desmorona. Imagens reveladas confirmam gravidade da delação. STF determina abertura de inquérito para investigar o presidente. Acabou! Não adianta Temer tentar adiar o desfecho. A sobrevivência no cargo, além de impossível, só agrava a situação do país em todos os aspectos. A qualquer momento, Temer anunciará sua renúncia.

18/05/2017

15:14

E a família Cabral também aparece na delação da JBS

Reprodução do blog do Lauro Jardim
Reprodução do blog do Lauro Jardim

Impressionante como Sérgio Cabral aparece em todos os grandes esquemas de corrupção, até no nível nacional, como o caso da JBS - Friboi. E como podem ver acima, o deputado Marco Antonio Cabral também teria recebido propina. A pergunta que todos fazem hoje é: existe algum grande esquema de corrupção onde Cabral não levou propina?

18/05/2017

13:49

Manifestações vão pedir renúncia de Temer e defender Diretas Já

Crescem no país a convocação de manifestações ainda hoje exigindo a renúncia do presidente Michel Temer. Nas redes sociais há uma tsunami de postagens cobrando a mesma coisa. Há muito tempo que falo que só faltava uma faísca para o "Fora Temer" explodir nas ruas. Acabou que foi uma bomba atômica atingindo em cheio o presidente. Não há mais como segurar a revolta da população.

E para domingo já estão sendo convocadas grandes manifestações em todas as capitais e grandes cidades.

18/05/2017

11:55

Encontro Marcado com Garotinho (Quinta - 18/05)

18/05/2017

11:23

Não percam o Encontro Marcado com Garotinho especial, ao meio-dia, no Facebook



18/05/2017

11:02

O triste fim de Aécio Neves

Aécio Neves, na sessão de ontem do Senado, confere no celular a notícia da delação de Joesley Batista
Aécio Neves, na sessão de ontem do Senado, confere no celular a notícia da delação de Joesley Batista

Afastado do Senado por ordem do ministro do STF, Edson Fachin, com a irmã, Andréa Neves, presa, suas residências e gabinete vasculhados pela Polícia Federal, Aécio Neves deverá ter seu pedido de prisão (solicitado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot) autorizado pelo plenário do Supremo esta tarde.

A gravação feita por Joesley Batista mostra Aécio pedindo R$ 2 milhões, mas o empresário contou na sua delação que em 2014 deu R$ 60 milhões ao senador agora afastado, inclusive ajudando-o a comprar o apoio de partidos à sua candidatura à Presidência.

Agora vejam a ironia. Aécio tomou a linha de frente do impeachment de Dilma, discursou inúmeras vezes em nome da "moralidade", e agora está destroçado, talvez a poucas horas de ir para a prisão. Segundo informações da imprensa mineira, Aécio está tão certo que o STF decretará sua prisão que já estaria negociando uma forma de se apresentar à Polícia Federal sem a presença da mídia para que as imagens da prisão não sejam documentadas.

Aliás, o diálogo gravado de Aécio com Joesley Batista é chocante quando ele diz se refere a quem apanharia em seu nome os R$ 2 milhões pedidos:

Joesley: Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança".

Aécio: Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred (primo) com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho".


Aécio Neves, protegido pela mídia, chamado por muitos, carinhosamente, como Aecinho, revela a sua verdadeira face, que está mais para Aécio Malvadeza.

18/05/2017

08:57

Fala Garotinho - 18 de maio de 2017

18/05/2017

08:01

Acabou! Só o Palácio do Planalto não quer acreditar

Reprodução do twitter de Eliseu Padilha
Reprodução do twitter de Eliseu Padilha

Alguém precisa avisar o presidente Michel Temer e os seus ministros palacianos que o governo acabou. Não há mais condições para Temer continuar. Mas o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha quer que o país acredite que o governo vai trabalhar normalmente. Vejam o vídeo postado no Twitter por Eliseu Padilha por volta de 6h, onde afirma: "O Poder Judiciário se encarregada das delações. Nós do governo temos que nos encarregar de governar. Os brasileiros não querem parar, não vão parar. O Brasil não vai parar".

Para passar a sensação de normalidade o Palácio do Planalto divulgou a agenda normal de Temer para hoje. Por ela, Temer estaria agora reunido com o senador Sérgio Petecão, coordenador da bancada do Acre, para tratar da reforma da Previdência. Alguém acredita que Temer amanheceu querendo tratar de reformas?




18/05/2017

07:00

Povo vai às ruas pedir renúncia de Temer

Protestos pedem a saída de Temer em frente ao Palácio do Planalto e na Avenida Paulista
Protestos pedem a saída de Temer em frente ao Palácio do Planalto e na Avenida Paulista

Duas horas depois da divulgação da notícia sobre a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista e a gravação da conversa com o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha milhares de pessoas foram para as ruas, em frente ao Palácio do Planalto e na Avenida Paulista. Houve buzinaços e panelaços em algumas capitais. Para hoje já estão programadas várias manifestações em capitais. O povo vai às ruas exigir a renúncia de Temer e a convocação de Diretas Já.

17/05/2017

22:58

Como foi a delação que abalou a República

Os irmãos Wesley e Joesley Batista
Os irmãos Wesley e Joesley Batista

Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato:

Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas "ações controladas", num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão desabrida?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento inusual. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS mandatou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada.

17/05/2017

20:29

A República estarrecida: Temer é gravado mandando pagar Eduardo Cunha para ficar em silêncio

Aécio Neves também é gravado pedindo R$ 2 milhões

Michel Temer com Joesley Batista, com Aécio Neves, e com Eduardo Cunha
Michel Temer com Joesley Batista, com Aécio Neves, e com Eduardo Cunha

Joesley Batista, do grupo JBS - Friboi, dentro de acordo de delação premiada monitorado pela Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal, gravou o presidente Michel Temer acertando pagar dinheiro a Eduardo Cunha, preso em Curitiba, para ficar em silêncio. Temer ainda diz a Joesley sobre o acordo com Cunha: ""Tem que manter isso, viu?".

Em outro ato controlado pela PGR e pela PF, Joesley Batista gravou o senador Aécio Neves pedindo R$ 2 milhões. O dinheiro das duas operações foi monitorado. Os fatos foram revelados pelo jornalista Lauro Jardim, do Globo.

Está tudo gravado, foi tudo monitorado pela Procuradoria Geral da República e pela Polícia Federal, com o conhecimento do ministro do STF, Edson Fachin.

É uma bomba atômica que explode no centro do Palácio do Planalto, no colo do presidente Michel Temer, além do líder do principal partido aliado na sustentação do governo, o senador Aécio Neves.

Brasília está em chamas. Temer não tem mais condições de presidir o país. Vamos acompanhar o desenrolar dos fatos.


17/05/2017

18:23

Compra de partidos para a eleição de Pezão

Reprodução da Época online
Reprodução da Época online

Não sei se vocês lembram, mas em 2014, o deputado federal Áureo (Solidariedade) denunciou que Sérgio Cabral tinha acertado a compra do apoio do Solidariedade à candidatura de Pezão por R$ 13 milhões, que viriam da Odebrecht. Isso foi amplamente noticiado na imprensa. Agora o MPF descobriu que R$ 500 mil do esquema de corrupção na Saúde, comandado por Sérgio Côrtes, também teriam ido para o partido.

Se o MPF for fundo na compra de partidos que apoiaram a candidatura de Pezão vão chegar aos diretórios estaduais de vários outras siglas políticas. Não custa lembrar que a coligação de Pezão era formada por 17 partidos.

17/05/2017

18:07

Como a reforma trabalhista vai afetar os seus direitos

Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247

Muito interessante esse artigo publicado no Brasil 247, onde o historiador Carlos D'Incao faz a mais profunda análise da reforma trabalhista aprovada na Câmara e lista 120 pontos prejudiciais aos trabalhadores. Não deixem de ler porque é melhor análise já publicada sobre o tema.

"Vejamos ponto a ponto essa Reforma:

1 - Ela estabelece a possibilidade da fraude empresarial em detrimento do trabalhador. Supomos um grande grupo societário. O mesmo poderá abrir várias empresas (no nome dos próprios sócios) e pulverizar contratos de trabalho e passivos trabalhistas nas menores empresas, mantendo a principal "blindada" dessas questões.

Quando ela resolver demitir um ou mais funcionários, poderá alegar falta de recursos financeiros para arcar com o pagamento de verbas rescisórias. Isso será possível porque as várias empresas não serão consideradas mais parte de um grupo econômico, como ocorre hoje.

2 - A reforma trabalhista permite a empresa computar como "tempo não produtivo" todo tipo de ação do trabalhador, inclusive tempo para trocar de roupa, interação social, intervalo para utilizar o banheiro, alguma alimentação fora do horário do almoço, etc.

Com isso, a empresa poderá obrigar o trabalhador a fazer hora extra sem remunerá-lo, alegando (de forma arbitrária) que trata-se de compensação de "tempo não produtivo" do funcionário.

3 - A Justiça comum poderá ser utilizada pela empresa para recorrer de uma decisão do Tribunal Trabalhista. Caso tenha êxito, o processo terá a morosidade típica dessa modalidade da Justiça que, em alguns casos demora até 20 anos para concluir um processo.

4 - Está elimina da Justiça do Trabalho a prerrogativa da Jurisprudência, o que significa que sentenças passadas sobre casos idênticos ao ocorrido em uma reclamação trabalhista, não servirão como elementos pacificadores para o processo.

Isso tornará o julgamento de instâncias superiores mais demorados e passíveis de serem reformados, dependendo do juiz.

5 - O trabalhador perde o direito de ter qualquer adiantamento financeiro em um processo trabalhista, pois deixa de ser considerado hipossuficiente perante a lei. Isso ocorrerá em qualquer caso, mesmo quando a empresa deixa de pagar os salários do trabalhador.

6 - Limita a 2 anos a responsabilidade do sócio de uma empresa em responder por questões trabalhistas. Mais uma avenida para a fraude. Supomos uma empresa que tenha grandes dívidas e irregularidades trabalhistas. Os sócios podem sair do quadro societário e colocar algum "laranja" em seu lugar.

Esse "laranja" liquida a sociedade depois de dois anos e os verdadeiros sócios não precisam responder por mais nada. E o trabalhador não poderá acioná-los em nenhuma instância judicial.

7 - O trabalhador fica proibido de reclamar na Justiça de Trabalho por perdas de direitos (mesmo que legais) caso tenha sido notificado pelo empregador sobre essas perdas. Ao assinar a notificação, se entenderá que o empregado "concordou" em abrir mão de seus direitos.

8 - Proíbe a celebração de acordos extra-judiciais entre patrão e empregado, exclusivamente pela parte do empregado. Caso o acordo extra-judicial parta do patrão, o acordo poderá ser celebrado.

9 - O processo trabalhista pode ser decretado prescrito após dois anos, mesmo se ele esteja em andamento. Esse dispositivo serve para impedir o trabalhador de solicitar, por exemplo, perícias contábeis ou perícias médicas, que em regra são demoradas.

10 - Retira do juiz trabalhista o acesso a informações patrimoniais das empresas. Assim, não existirá mais "confisco on-line" e nem mesmo decretação de penhora de bens por informações disponíveis na Receita Federal.

11 - As multas em caso de não registro de funcionários será reajustada pelo TRD, um índice depreciativo. Em breve as multas se tornarão simbólicas o que vai estimular o trabalho informal.

12 - Está eliminado qualquer remuneração pelo tempo de deslocamento do trabalhador para a empresa, mesmo que o seu posto seja de difícil acesso ou nos casos em que o trabalhador resida em outra cidade.

13 - O regime parcial de trabalho (com menos benefícios), passa de 25 horas para 36 horas semanais.

14 - Agora a empresa pode solicitar trabalho extra no regime parcial de trabalho, apenas remunerando as horas adicionais de trabalho. Trata-se de um convite à precarização das relações de trabalho...

15 - A lei estimula as empresas a adotarem o regime parcial. Na prática as empresas vão deixar de contratar funcionários no regime integral, pois não compensará economicamente fazê-lo.

16 - As horas extras feitas pelo trabalhador em uma determinada semana podem ser compensadas por dispensa de horas de trabalho ao longo do mesmo mês. Algo que antes era inconstitucional.

17 - O cumprimento de horas extras poderá ser convencionado por acordo individual e sem a necessidade de ser registrado por escrito. A justiça entenderá que se o trabalhador fez hora extra, fez porque aceitou e ponto final.

18 - A empresa pode determinar banco de horas e remunerar o trabalhador em até 6 meses. Os acordos poderão ser celebrados de forma individual, não sendo obrigatório o seu registro por escrito.

19 - Fica estabelecida a possibilidade da jornada de trabalho de 14 horas diárias (12 horas + 2 horas extras). Ainda que esteja estabelecida a obrigatoriedade de 36 horas de descanso após essa jornada, esse "direito" pode ser suprimido por acordo ou pelo próprio regime parcial de trabalho.

20 - Caso a empresa exceda seu direito de exigência de horas extras diárias ou semanais, fica proibido ao trabalhador de reclamar desse excesso em uma futura ação trabalhista.

21 - As horas extras (que são remuneradas em 50% a mais do que o valor da hora de trabalho regular) poderão se tornar - ao livre arbítrio do empregador - em banco de horas. Assim, o trabalhador fará na prática hora extra, mas poderá receber esse extra como hora normal.

22 - As jornadas de 12 horas por 36 horas poderão ser feitas também em ambientes insalubres.

23 - A empresa pode exigir do trabalhador uma jornada excepcional de trabalho em casos onde, por exemplo, a empresa alegue que supostamente necessite terminar um serviço de forma urgente e poderá pagar multa em caso de não entregá-lo. Tudo isso independente de acordo ou notificação ao Ministério do Trabalho.

24 - A empresa está desobrigada a remunerar o trabalhador por serviços feitos em sua residência, o chamado "teletrabalho", devendo o mesmo entregar relatórios, e-mails, fazer planilhas, responder mensagens, etc., como parte integrante de suas responsabilidades profissionais já estabelecidas à priori.

25 - A empresa poderá "comprar" os intervalos de descanso do trabalhador.

26 - A empresa poderá caracterizar como "teletrabalho" o trabalho feito pelo trabalhador nas dependências da própria empresa. Como o conceito de "teletrabalho" inclui serviços com computadores, o trabalhador poderá ficar preso na empresa pelo tempo que for necessário para cumprir um determinado trabalho e a empresa estará desobrigada a remunerá-lo por esse tempo extra.

27 - A empresa poderá incluir a possibilidade do "teletrabalho" no contrato inicial do trabalhador. No caso dos contratos antigos poderá inclui-lo de forma unilateral.

28 - A empresa poderá exigir que o trabalhador tenha o seu próprio equipamento de trabalho, em especial no setor tecnológico (computadores, celulares, etc).

29 - O empregador estará isento de qualquer responsabilidade de acidente de trabalho ou adoecimento do trabalhador, desde que o "oriente" de forma escrita ou oral sobre os riscos do seu trabalho.

30 - As férias poderão ser divididas em três partes. "Férias" de cinco dias corridos agora serão legais.

31 - O trabalhador está proibido de acessar qualquer instância da justiça em caso de perdas patrimoniais ou extra-patrimoniais causadas pela empresa.

32 - O patrão agora poderá processar o empregado por danos morais.

33 - O empregado poderá ser monitorado pela empresa. Opiniões políticas ou contrárias aos interesses da empresa poderá ser objeto de demissão por justa causa.

34 - A empresa poderá ter acesso à correspondência e e-mails de seus funcionários quando os mesmos estiverem nas suas dependências.

35 - O empregado poderá responder junto com a empresa por eventuais processos de danos morais movidos por um cliente contra a empresa.

36 - Cria-se um regramento limitador para o empregado entrar com ação por danos morais contra uma empresa.

37 - No caso de indenização estabelece uma tabela: dano leve (indenização de 3 salários); dano médio (5 salários); dano grave (20 salários); dano gravíssimo (50 salários). Além de inconstitucional - por considerar o trabalhador um cidadão de segunda categoria, sujeito a tabelas de indenização - estabelece um fato horrendo: custa mais barato humilhar aquele que ganha menos...

38 - A mesma tabela de indenização é aplicada para o trabalhador. Lembremos que agora o trabalhador pode ser processado pela empresa por danos morais. O que ocorrerá é um festival de judicialização do trabalho. O trabalhador entra com uma ação por falta de pagamentos de direitos, e a empresa - em retaliação - entra com outro processo por danos morais...

39 - No caso de danos morais cometidos pela empresa, a reincidência só aumentará o valor da pena se o caso ocorrer com um mesmo funcionário.

40 - Mulheres gestantes estarão mais expostas a ambientes insalubres de trabalho colocando em risco a sua saúde e a de seu bebê.

41 - Acaba os dois intervalos para a mãe amamentar seu filho até os seis meses. O que valerá é o livre acordo...

42 - A empresa pode determinar livremente quem é trabalhador da empresa e quem é autônomo. Pode inclusive alterar o status de um funcionário da maneira que bem lhe prouver.

43 - Cria a modalidade do "trabalho intermitente" e não contratual. É a institucionalização do "bico" sem qualquer direito que assista o trabalhador em caso de abuso da empresa.

44 - O trabalhador que ganha mais de 11 mil reais não terá amparo em reclamações trabalhistas básicas como excesso de jornada, hora extra, etc.

45 - No caso de venda da empresa, o novo dono responderá somente pelas reclamações trabalhistas da sua gestão. O que ocorreu antes, fica a cargo dos antigos donos. Mais uma avenida para a fraude empresarial.

46 - Estabelece do-responsabilidade em questões trabalhistas entre atuais e antigos donos da empresa apenas quando se comprova que trata-se de uma sucessão fraudulenta. Isso, na prática, coloca uma muralha ao trabalhador para reclamar por seus direitos, pois antes de qualquer julgamento trabalhista, um outro deverá ser analisado: o da suposta "fraude"... um processo que pode demorar décadas para ser julgado.

47 - O trabalho intermitente terá que ter o valor de hora piso equivalente ao valor de hora do salário mínimo. Surpresa! É o fim do salário mínimo. Pois um trabalhador intermitente pode ter uma jornada inferior a de um trabalhador que já recebe um salário mínimo... Logo, milhões receberão menos que um salário mínimo.

48 - Um mesmo trabalhador pode ter diversos contratantes, mesmo que façam parte de um mesmo grupo econômico. Isto é, pode acumular condições precarizadas.

49 - O trabalhador poderá ser convocado a fazer hora extra ou um trabalho excepcional (com 3 dias de antecedência). Caso não execute ou falte à convocação terá que pagar multa para a empresa no valor de 50% da sua hora de trabalho requisitada.

50 - Elimina o prazo de prestação de um serviço para o trabalho intermitente. Com isso, esse trabalhador poderá, na prátic,a nunca gozar de férias ou outros benefícios.

51 - A empresa pode emitir recibo de pagamento para o trabalhador intermitente de tal forma que a mesma omita o real valor do seu trabalho, considerando esse valor apenas em sua futura recisão.

52 - Caberá ao trabalhador fiscalizar o recolhimento de seu INSS e FGTS por parte da empresa. O poder público se retira dessa função. Com isso abre-se o processo de falência da seguridade social e da privatização da Previdência.

53 - As férias do trabalhador podem ser suprimidas pelo grupo empresarial, mesmo depois de 12 meses de trabalho continuado.

54 - A empresa pode obrigar o empregado a usar vestimenta com logomarcas de uma outra empresa. Com isso essa empresa estará livre para negociar valores publicitários usando os seus trabalhadores como veículos desse negócio. Obviamente que os trabalhadores nada ganham por serem obrigados a venderem seu corpo para fins publicitários.

55 - O uniforme tem que ser lavado, bem cuidado e estar sempre em bom estado de uso. E a responsabilidade por isso é exclusivamente do trabalhador.

56 - Para além do salário fixo, outras remunerações e bonificações não serão tributadas. Aqui está a grande prova de que o governo quer quebrar de vez com a Previdência e a seguridade social.

57 - A empresa está livre de qualquer obrigação social, cultural, médica ou assistencial para com os seus trabalhadores, independente do tipo de trabalho realizado.

58 - O princípio da igualdade salarial pelo mesmo trabalho realizado só será válida em uma determinada unidade da empresa. Uma empresa com mais de uma unidade pode praticar salários diferentes pelo mesmo trabalho realizado. É o fim da isonomia salarial.

59 - Mesmo em uma mesma unidade da empresa, o salário por um mesmo trabalho realizado poderá ser diferente. Os salários serão apenas equiparados depois que o funcionário estiver nessa unidade por mais de 4 anos.

60 - Fica livre à empresa estabelecer planos de carreiras com as mais distintas diferenças salariais, sem a necessidade de homologação ou aviso às autoridades competentes.

61 - A empresa pode promover um funcionário única-exclusivamente pelo critério do bom desempenho, eliminando-se a obrigatoriedade da promoção por tempo de serviço. Além de aumentar a submissão do trabalhador, a empresa pode julgar que, simplesmente ninguém foi merecedor de promoção pois ninguém obteve um "bom desempenho".

62 - As regras para promoção podem ser alteradas a qualquer tempo. Com isso, um trabalhador que atinge um determinado nível de promoção e fica muito caro para a empresa, pode ser dispensado e outro pode ser promovido na mesma função com salário inferior e dentro de um "novo sistema de promoção".

63 - Caso se julgue que houve discriminação na promoção de um funcionário, estabelece-se multa irrisória (50% dos benefícios não concedidos) mas a Reforma impede o juiz de atuar de forma corretiva junto à empresa, como denunciando o caso ao Ministério do Trabalho ou aplicando um TAC (Termo de Ajuste de Conduta).

64 - O trabalhador perde a seguridade de benefícios e gratificações que ficam de acordo com as condições econômicas da empresa.

65 - A rescisão do trabalho não precisa mais ser feita no sindicato.

66 - Revoga-se qualquer multa ou punição no caso de não pagamento de verbas rescisórias pela empresa ao trabalhador.

67 - As empresas podem realizar demissões em massa sem a necessidade de dialogar com o sindicato da categoria.

68 - Extingue-se todas as garantias anteriores estabelecidas em convenções que podem ser substituídas por novas regras ditadas pela empresa no caso de demissões em massa.

69 - Torna-se mais ampla as possibilidades de demissão por justa causa. Além disso, a empresa agora terá poderes de cassar a habilitação de um profissional que atuou (no seu critério) de forma não profissional.

70 - Cria-se uma nova modalidade de demissão: a "demissão por acordo", na qual o trabalhador ganha apenas metade de seus direitos e não pode sacar seu FGTS e não terá direito de seguro desemprego.

71 - Para quem ganha mais de 11 mil reais de salário, o contrato pode estabelecer uma "câmara de arbitragem" para debater sua rescisão. Nesse caso as despesas são divididas.

72 - O empregado deverá assinar uma "carta anual de cumprimento de obrigações trabalhistas" para a empresa. Dessa forma, não poderá reclamar de nenhuma irregularidade futura.

73 - Em empresas com mais de 200 funcionários, poderão se formar comissões de trabalhadores para debater as propostas da empresa, sem a presença do sindicato.

74 - Essas comissões de trabalhadores (de 3 a 10 funcionários) não precisam debater as propostas da empresa em assembleia com os demais funcionários e nem submetê-las a votação. Possuem o poder de assinarem qualquer tipo de acordo coletivo.

75 - As comissões de trabalhadores podem exercer todas as funções do sindicato, desde que a empresa aceite isso.

76 - As comissões de trabalhadores só possuem assegurado o poder de debater questões sobre demissões arbitrárias. Greves, aumento salarial, etc, só se a empresa deixar...

77 - Fica estabelecido o fim do imposto sindical.

78 - Cria-se mecanismos burocráticos para os trabalhadores que quiserem contribuir voluntariamente com o sindicato.

79 - Não estabelece controle sobre o repasse das contribuições sindicais. Isso significa que não há punição no caso de uma empresa atrasar esse repasse ao sindicato ou simplesmente não repassa-lo.

80 - Estabelece prazo limitado para o trabalhador optar pelo pagamento da contribuição sindical.

81 - Estabelece calendários distintos para o pagamento da contribuição sindical para diferentes categorias, aumentando a possibilidade da não realização do pagamento da contribuição mesmo para aqueles trabalhadores que querem apoiar seu sindicato.

82 - Retira a possibilidade de pagamento automático da contribuição voluntária. O empregado todo ano deverá optar por escrito que deseja contribuir.

83 - Estabelece o mês de janeiro como o mês da contribuição para a maioria dos trabalhadores, retirando-lhes o direito de optar pelo mês da contribuição voluntária (com certeza a adesão poderia ser muito maior se fosse possível optar por realizá-la no mês do recebimento do 13º salário, por exemplo...)

84 - O acordo entre trabalhadores e a empresa tem maior valor do que a lei.

85 - Coloca o banco de horas como procedimento anual a ser validado pelo acordo entre trabalhadores e empresa. Com isso o limite constitucional de 44 horas fica suprimido. No fim, o acordado não respeita nem mesmo os direitos constitucionais.

86 - A empresa poderá reduzir para 30 minutos o horário para almoço.

87 - O trabalhador poderá abrir mão do "Programa de Seguro-Emprego", aumentando a sua insegurança trabalhista.

88 - Estabelece a possibilidade da empresa criar cargos de "confiança" sem qualquer critério, aumentando problemas de disparidades salariais para trabalhos idênticos.

89 - Dá liberdade para a empresa se organizar da forma que bem entender sem comunicar aos órgãos fiscais competentes.

90 - A empresa pode delimitar e alterar quando quiser as funções dos representantes dos trabalhadores na empresa.

91 - A empresa é que definirá as regras de todos os sobre-trabalhos feitos fora da empresa, desde que acordado com os representantes dos trabalhadores.

92 - A empresa determinará regras de gorjetas, prêmios e bonificações em acordos. As leis que antes regravam esses temas deixam de existir.

93 - A empresa pode alterar quando bem quiser e sem aviso prévio a jornada de trabalho do trabalhador e o seu regime de trabalho.

94 - A empresa pode trocar os feriados, independente da vontade de uma parte dos trabalhadores.

95 - A empresa é quem determinará o grau de insalubridade de um determinado ambiente de trabalho.

96 - A empresa é quem determinará a tamanho da jornada no ambiente insalubre.

97 - A empresa poderá estabelecer prêmios e bonificações de forma contínua. Na prática ela vai substituir o grosso do salário dos trabalhadores por essas formas "alternativas" de remuneração. Mais um ataque à Previdência e à seguridade social.

98 - A empresa poderá incorporar no salário a "participação de lucros", o que hoje é uma bonificação.

99 - Nos acordos entre empresa e trabalhadores a Justiça do Trabalho só poderá ser acionada para debater questões do Direito Civil.

100 - A Reforma estabelece que poderá haver perdas de direitos sem qualquer contrapartida equivalente.

101 - Fica estabelecida a legalização da redução salarial e ainda fica determinado os direitos trabalhistas só serão assegurados para aqueles que aceitarem os termos dessa redução.

102 - Elimina-se todas as cláusulas compensatórias que existiam antes dessa lei, em especial aquelas que estavam estabelecidas em convenções sindicais.

103 - Os sindicatos estão obrigados a se envolverem em cada queixa trabalhista individual, quando os acordos forem firmados entre empresa e sindicato. Trata-se de uma flagrante forma de desmoralizar os sindicatos. Pois, em nenhum lugar do mundo um sindicato possui condições para isso.

104 - A jornada de trabalho excessiva deixa de ser matéria de discussão do campo da saúde e do bem-estar físico e psicológico do trabalhador.

105 - Fica vedada a ultratividade, isto é, o aumento de direitos dos trabalhadores em convenções com as empresas. O Estado não interfere nas perdas dos trabalhadores, mas nos ganhos... não só interfere como proíbe.

106 - As multas sobre atrasos de obrigações passarão agora pelo índice da TR e não mais do IPCA. O TR é um índice sempre inferior ao da inflação...

107 - A Justiça do Trabalho será obrigada a homologar qualquer acordo extra-judicial, desde que parta do patrão,e não importando seus termos e seu conteúdo.

108 - A Justiça do Trabalho poderá alongar os prazos para o julgamento das causas pelo tempo que for necessário, acabando por vez com a celeridade dos processos trabalhistas.

109 - A gratuidade da Justiça do Trabalho só existirá para aqueles que ganham até R$1659,39. O trabalhador que receber mais do que isso terá que pagar pelas custas do processo. Caso não tenha recursos para isso, terá que provar que não pode pagar.

110 - O trabalhador é quem terá que pagar as custas de qualquer tipo de perícia, mesmo que estiver sob o regime de gratuidade da justiça.

111 - Quando a perícia for solicitada pela empresa, a Justiça poderá parcelar o pagamento.

112 - Caso o trabalhador perca a causa, deverá arcar com as despesas do processo e pagar os honorários advocatícios para a empresa.

113 - O trabalhador poderá além de responder pelo crime de litigância de má-fé, arcar com indenização a título de perdas e danos, para a empresa.

114 - A Reforma estabelece multa para o suposto falso testemunho de uma testemunha arrolada pelo trabalhador no valor de 10% da causa. Agora, com esse risco, quem se arriscará a depôr?

115 - A empresa pode solicitar ampliação de prazos e até mesmo mudança de fórum para julgar uma causa. Com isso o processo torna-se ainda mais moroso.

116 - O ônus da prova se torna obrigatório para o trabalhador. Antes ele era isento. No caso de uma acusação, deverá reunir provas e a empresa pode se valer da presunção da inocência.

117 - O trabalhador obrigatoriamente terá que determinar o valor pleiteado na ação inicial para que a mesma tenha validade. Isso restringe o direito pericial e a análise do tribunal de questões que não são contábeis (como danos morais, por exemplo).

118 - Elimina-se a obrigatoriedade do Preposto ser um funcionário ou sócio da empresa reclamada no momento do julgamento. Agora a empresa poderá contratar um "Preposto profissional" que, por ser um expert, terá enorme vantagem argumentativa frente ao trabalhador.

119 - Após uma eventual condenação a empresa ainda terá uma enormidade de prazos para recorrer sem ter que fazer qualquer "adiantamento de tutela". A liquidação da dívida ainda concede mais prazos e estabelece as formas mais arcaicas e morosas para que o trabalhador enfim receba seus direitos.

120 - Em caso de penhora, a empresa pode indicar os bens a serem penhorados... Uma boa forma de se desfazer de patrimônio em desuso (móveis, cadeiras, luminárias velhas, máquinas usadas, etc.)

17/05/2017

17:30

Desmascarando a Reforma da Previdência do governo Temer

Nunca é demais falar da Reforma da Previdência e mostrar a verdade que o governo de Michel Temer esconde da população. O tema é complexo, muita gente não entende. Venho repetindo há muito tempo que essa reforma só vai beneficiar os bancos que ficam com boa parte da receita da Previdência. Por isso recomendo assistirem os vídeos abaixo para entenderem melhor o que está por trás da reforma e os prejuízos que os trabalhadores vão ter. Foram produzidos pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal e pela Plataforma Política Social (os dois últimos apresentados pelo ator Herson Capri).









17/05/2017

16:19

Falta de argumentos para salvar Temer da cassação

Dilma e Temer; abaixo reprodução da coluna de Merval Pereira, do Globo
Dilma e Temer; abaixo reprodução da coluna de Merval Pereira, do Globo

A coluna de hoje de Merval Pereira, do Globo é um exemplo claro da forçação de barra por uma parte da mídia para ajudar Michel Temer a escapar da cassação. Afirmar que Temer ao se intitular "vice decorativo" na carta que escreveu à então presidente Dilma, em dezembro de 2015, pode servir de justificativa jurídica para não ser condenado no julgamento do TSE é um argumento pífio, sem pé nem cabeça.

Por sinal uma parte da imprensa vem batendo na tecla que em nome da "governabilidade", o TSE deveria livrar Temer da degola, condenando apenas Dilma. o que contraria frontalmente a jurisprudência do tribunal. A pressão vai ser grande. O Ministério Público Eleitoral e o ministro-relator Herman Benjamin pedem a cassação da chapa. Por chapa entenda-se Dilma e Temer. Mas tudo pode acontecer. Só não venham é com argumentos que não convencem ninguém com um mínimo de conhecimento.

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